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Viúva de homem encontrado morto no sofá apaixona-se pelo cunhado, dois meses depois

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Dois meses depois de ter encontrado o marido morto no sofá – para onde o mandou, depois de uma discussão – Ashley Murrell, de 33 anos, mãe de três crianças, iniciou uma relação com o irmão do falecido marido.

Depois do marido, Mikey, de 36 anos, ter chegado tarde a casa, após um turno de 16 horas de trabalho, Ashley quis que o marido dormisse no sofá. Qual não é o espanto da terapeuta de beleza quando, na manhã seguinte, descobre o marido morto no sofá.

Apesar de ter discutido com o marido nessa noite, Ashley descobre que Mikey, que limpava carpetes, estava a fazer horas extra, de forma a conseguir amealhar algum dinheiro para a levar a Praga no aniversário de casamento no dia 3 de julho.

Dois meses depois da tragédia, descobre-se que Ashley e o cunhado, Chris, mantêm uma relação. O relacionamento entre os dois parece surgir depois do cunhado a ter ajudado a passar pelo momento difícil da perda de Mikey.

A confirmação da relação surge por parte de um amigo do casal que, em declarações ao jornal Sun Online, refere que “eles já passaram por muito, os dois, mas hoje em dia são a força um do outro, têm-se um ao outro…”

Mikey nunca será esquecido por nenhum dos dois. Exemplo disso é a fotografia divulgada recentemente por Chris no Facebook, onde se vê a palavra ‘BRO’ (irmão) na mão. A autópsia ao corpo de Mikey, revelada recentemente por Ashley , conclui que a morte se deu durante o sono. As causas da morte forma dadas como ‘inconclusivas’.

Ao site britânico, Ashley, em homenagem ao marido, refere que “ele era um homem muito carinhoso e preocupado com as pessoas. Se ele entrasse numa sala e percebesse que havia uma pessoa infeliz, não descansava enquanto não a conseguisse animar. Ele adorava a nossa família! Sempre quis dar tudo aos filhos, não queria que eles passassem por algumas privações pelas quais ele passou quando era mais novo e trabalhava muito para que isso pudesse acontecer! Fazia turnos de 16 horas, 7 vezes por semana, para conseguir juntar dinheiro para nos levar a todos à Disney, todos os anos. Fazia tudo para nos ver sorrir.”

Ashey acrescenta, contudo, que o trabalho já começava a ser demasiado: “As horas que ele trabalhava já eram muitas… Ele andava exausto, o tempo todo. A saúde estava cada vez mais em risco. Na noite em que morreu, estava exausto de tal forma que me zanguei com ele para que ele parasse de trabalhar tanto. Nunca o tinha visto assim! Foi quando lhe disse para ir dormir para o sofá… O que foi uma estupidez, porque, na verdade, o que eu queria era que ele passasse mais tempo em casa junto de mim e dos miúdos.”

Contudo, na manhã seguinte Ashçey encontrou o marido morto, exatamente no lugar onde o tinha deixado na noite anterior. “Quando me levantei e vi que ele continuava ali deitado, percebi logo que se passava algo. Ele estava exatamente onde o tinha deixado e o seu rosto estava sem cor… Fui ter com ele, toquei-lhe e percebi que ele estava gelado! Dei um salto para trás e gritei, para a minha filha de 14 anos: ‘O teu pai está morto!’. Saí da sala a correr, fui para a rua e só conseguia gritar: ‘O Mikey morreu!’ Desmaiei e os meus vizinhos tiveram de me levar até casa. Quando a ambulância chegou e os bombeiros e paramédicos confirmaram a morte de Mikey, colapsei! Nada fazia sentido… Senti-me tão culpada! Estava tão zangada comigo mesma por tê-lo obrigado a dormir no sofá… Foi muito duro pensar que as minhas ultimas palavras com ele foram de raiva…”, confessa Ashley.

A sensação de culpa aumentou quando descobriu que o marido estava a poupar dinheiro para a levar de férias: “Foi uma sensação horrível, quando descobri que ele estava a trabalhar tanto para arranjar dinheiro para irmos de férias. Perder o Mikey foi algo que mudou a minha perspetiva de vida por completo. Fez-me perceber que a vida é demasiado curta para zangas. Temos de a aproveitar junto daqueles que mais gostamos, como a nossa família.”
Ashley e Mikey conheceram-se em 2007 e casaram três anos depois. Depois de casarem, Mikey adotou a filha de Ashley, Morgan, de 14 anos. Em 2013, nasceram os gémeos fruto da relação do casal.

Mikey sofria de artrite reumatoide na coluna, resultado do levantamento de pesos no trabalho. “Depois de se ter magoado no trabalho, ele nunca mais ficou bem”, explica. “Mas, mesmo assim, ele não deixava de brincar com os miúdos… Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, algo como isto podia acontecer”, acrescenta.

Explicar o sucedido às crianças foi, para Ashley, uma das partes mais difíceis de todo o processo, como refere: “explicar o que aconteceu aos miúdos foi muito difícil. No início, não queria contar, mas eles não paravam de perguntar pelo pai e então tive de lhes explicar que o pai já não ia voltar para casa.”

A vivência do quotidiano é outro dos grandes obstáculos que daqui para a frente se apresentam, como acrescenta: “No outro dia, estávamos todos a cantar no carro e, de repente, veio-me uma imagem de Mikey à cabeça… Sinto que vai ser assim durante uns tempos. Os aniversários, as datas festivas, vai ser complicado viver tudo isso pela primeira vez sem ele… Tudo o que sei é que os seus sentimentos por ele nunca vão morrer. Ele era demasiado incrível para o conseguir descrever em palavras.”

No funeral, a 8 de junho, Ashçey referiu que “vão ter com os vossos entes queridos e digam-lhes o quanto os ama. É importante que eles saibam desse vosso amor por eles, porque amanhã algum de vós pode não estar cá. Deem-lhes um beijinho e desejem-lhes boa noite, pois não sabemos o dia de amanhã. Vivam os dias como se fossem os últimos e deixam as partes má para trás. A vida passa rápido demais e é demasiado curta.”

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