Segue-nos

Famosos

Rui Maria Pêgo deixa mensagem sobre bullying e a história da mãe: “É fácil reduzir pessoas a punchlines…”

“A minha mãe não é só uma comunicadora experiente, talentosa e densa – é feita de aço.”, o filho de Júlia Pinheiro mostrou-se orgulhoso da mãe e da sua história de vida…

Publicado

em

Júlia Pinheiro despediu-se das manhãs da SIC ontem, com muitas lágrimas, principalmente por parte do colega João Paulo Rodrigues que, numa dedicatória à colega e amiga não se conteve e emocionou-se.

Mas foi na noite de segunda-feira que a apresentadora deixou o público e todos os presentes na apresentação da nova grelha de programas da SIC, surpresos com a sua história de vida, que ninguém até então conhecia:

“Gostava que vissem esta fotografia, não tem nenhum mistério (…) contudo posso dizer-vos que nesta criança risonha e feliz paira uma sombra, uma morte anunciada… (…) esta criança está sozinha. Amada, cuidada, mas emocionalmente sozinha”, começa por dizer, mostrando imagens da sua infância.

Continuando com o discurso, Júlia recordou depois uma outra fase da sua vida onde revela que foi vítima de bullying: “Entra no pior liceu… Esta adolescente é agora vítima de bullying, é objecto de várias humilhações. Digna, forte, alegre. Venceu o bullying, mas quase não conseguia vencer o que o destino lhe tinha reservado”, confessou.

A surpresa do público foi geral, que aplaudiu Júlia quando esta revelou que aquela era a sua história, e que iria ter um programa seu, “Júlia” que seria sobre histórias de vida.

Orgulhoso ficou o seu filho Rui Maria Pêgo, que deixou nas redes sociais um texto sobre a mãe, e de como era feliz e ‘sortudo’ por ser seu filho “Tenho muita sorte em ser filho dela…”.

No seu texto Rui começa por denunciar o bullying, e usa exactamente as piadas e a imagem que se fazem de alguém que está constantemente exposto:

“É fácil reduzir pessoas a punchlines. Apanhar-lhes um tique e criar um mundo com uma dimensão porque mais do que isso e chegamos a ter de sentir alguma coisa – POR FAVOR NÃO!”

O filho de Júlia Pinheiro alerta para o que este tipo de atitude provoca naqueles que passam por situações de bullying, mas usa o exemplo da sua mãe para reforçar que é possível vencer:

“O vídeo postado aqui em baixo conta a história desconhecida da mulher que se teletransporta para vossa casa há décadas e apresenta aquilo que entre nós – e nos corações de quem percebe alguma coisa de relação com os outros – sabemos sem dúvidas: a empatia é a cola que muda tudo. A minha mãe não é só uma comunicadora experiente, talentosa e densa – é feita de aço. Sublimou todas as batalhas que encontrou e reinventou-se sempre com o brilhantismo de quem tem claro que somos nós quem inventa o destino.”, escreve.

Lê o texto completo aqui:

Desde 2005 que te conto, todos os dias, as histórias mais frescas sobre música, famosos e redes sociais... Podes ajudar a melhorar este artigo, enviando um email para [email protected]

Famosos

Sofia Aparício recorda episódio de assédio sexual: “Agarrou-me pela cintura e puxou-me para ele…”

A atriz e modelo deu o seu testemunho e deixou uma mensagem importante a todas as mulheres…

Publicado

em

TVI/Site

Na passada sexta-feira, 15 de Fevereiro, Sofia Aparício marcou presença no Jornal das 8, da TVI, para falar sobre assédio sexual.

A atriz foi convidada por José Eduardo Moniz, juntamente com mais duas mulheres, para dar o seu testemunho enquanto vítima.

Depois de admitir terem sido “várias” as situações, a também modelo acrescentou depois:

Eu lembro-me de sentir sempre muita raiva e nojo. Nunca me cheguei a sentir-me humilhada, porque a verdade é que eu acabei sempre por resolver as situações naquela altura”, confessou.

Contando depois com mais pormenor como eram as situações, Sofia afirmou:

“Uma vez, uma pessoa que, hierarquicamente, estaria acima de mim, um diretor do projeto onde eu estava, agarrou-me pela cintura e puxou-me para ele. E como eu não gostava dele e como nunca lhe tinha dado azo ou abertura a isso…”, exemplificando depois: “Ou seja, não é porque eu estou assim vestida que eu estou a pedi-las…”.

O jornalista interpelou-a depois acerca de muitos homens acharem que a roupa, eventualmente, pode ter como objetivo gerar determinados tipos de apetites:

“Pois, não, não, não. Eu visto-me assim, porque eu tenho muito orgulho em ser mulher e gosto muito de me sentir feminina”, reforçou a atriz.

“E a liberdade dos outros acaba exatamente onde a minha começa. E a minha liberdade começa no meu corpo. E eu não admito que ninguém me toque sem a minha autorização. Mas isto acontecia-me mesmo em criança, no metro, em hora de ponta”, lembrou depois, acrescentando: “O assédio sexual, pelo menos na minha geração. Acho que a sociedade está a evoluir, de maneira que as pessoas têm mais respeito umas pelas outras e eu acho que a minha sobrinha já não passou por isso, felizmente. Mas eu lembro-me que deixei de andar de transportes públicos por causa disso, porque era apalpada, não sei dizer de outra maneira…

Confrontada depois com a pergunta: “Como é que resolvia essas situações?”, Sofia Aparício contou:

“Na realidade nunca pensei queixar-me, porque eu resolvia as situações. Duas vezes, dei um estalo, outra vez dei um empurrão e fechei a porta…”.

“Se eu não dou abertura àquela pessoa, se eu não dou confiança, eu não admito, só porque essa pessoa é meu superior hierárquico. Onde eu trabalho não há bem superiores hierárquicos: há o chefes de produção, há os diretores de projeto, mas, pronto, alguém que me poderia contratar e que várias vezes, pelo menos duas vezes, deixei de ser contratada por causa disso. Fui prejudicada profissionalmente, sim…“, admitiu.

A atriz terminou depois: “(…) Eu via, na altura, que aquilo que aquelas pessoas faziam comigo faziam também com outras pessoas que alinhavam. Eu não sei de histórias de pessoas que tenham alinhado obrigadas”.

Vê o video na íntegra aqui.

Continuar a ler

TRENDING