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Rui Maria Pêgo conta como revelou a sua sexualidade aos pais

“Andava muito triste, a minha mãe estava muito preocupada, sentou-me na sala e perguntou-me…”

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Rui Maria Pêgo/Instagram

Rui Maria Pêgo foi o último convidado de Rita Ferro Rodrigues na sua plataforma digital “Elefante de Papel”.

Assim, e numa entrevista intimista, o filho de Júlia Pinheiro falou sobre a infância, a família, mas sobretudo da sua sexualidade:

No meu caso, achava graça a raparigas, mas de repente achava a rapazes mas não percebia o que isso significava, nem se quer me era muito permitido pensar sobre isso porque no meu universo não existia, não tinha exemplos dessa realidade (…) E depois, ainda existe o pecado e com isso não digo que a minha vida foi um inferno. Não foi, eu não fui vítima de bullying ostensivo (…) mas tenho situações da minha vida que são desse contraste: «Eu se calhar não pertenço aqui, posso até não pertencer a esta sociedade de alguma maneira»“, afirmou, garantindo depois:

“A diferença foi só no contraste com os outros porque depois no fundo somos todos iguais. Eu não sou mais especial, simplesmente sou diferente”.

O locutor de rádio contou depois como foi o dia em que contou aos pais, revelação que aconteceu depois de sofrer o primeiro desgosto de amor:

“Acabei por contar aos meus pais, tinha 19 anos…”, revelou. “Foi sentado na sala. Eu não preparei nada (…) Eu andava muito triste, a minha mãe estava muito preocupada, sentou-me na sala e perguntou-me se tinha a ver com a minha orientação sexual e eu disse sim. Os meus pais estavam cansados de saber…”, rematou, garantindo que depois houve um momento em que a revelação teve de ser ‘digerida’.

Ainda sobre o mesmo assunto, mas sobre o facto de tornar pública a sua sexualidade, Rui Maria confessou:

“[Achei importante partilhar ] Porque tornar visível é tornar igual (…) Uma das coisas que mais me custou foi não ter ninguém a quem me ligar. Eu sei muito bem o que é viver com um segredo. Toda a gente que vive com um, sabe que isso nos desfaz em situações completamente absurdas.”

“Vives com uma ansiedade que não é tua, vives com um medo de seres descoberto”, adiantou, rematando: “A parte boa da visibilidade é: não só tu não te escondes como ajudas a que outros tenham a vontade de o fazer, não que tenha de ser obrigatório, mas a vida é muito melhor assim”.

Vê a entrevista na íntegra aqui:

Tenho 21 anos e sou formada em Comunicação. Apaixonada pelos media, acabei o curso e comecei a escrever aqui logo de seguida... Adoro rádio, televisão, música e sobretudo notícias... Todos os dias trago-te os destaques da vida dos famosos...

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