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Modelo amputa as duas pernas devido a infecção provocada pelo uso de tampão

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A modelo de 29 anos que perdeu uma perna na sequência do Síndrome de Choque Tóxico, causado pelo uso de tampões, revelou recentemente que vai perder, inevitavelmente, a outra em breve…

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Lauren Wasser contraiu o vírus em 2012, depois de usar um tampão plus-size durante o período. Apesar de, nas caixas, estar referido que os tampões não devem ser deixados no corpo por um período superior a 8 oito horas, Lauren estava, por iniciativa própria, constantemente a mudar, uma vez que se sentia desconfortável e já com os sintomas da infeção.

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O susto maior surgiu quando a modelo teve um ataque cardíaco provocado pela gangrena que começou nas duas pernas, tendo, inclusive, de ficar ligada a uma máquina de suporte de vida. Ainda em consequência da gangrena, a sua perna direita teve de ser amputada, bem como os seus dedos do pé esquerdo.

Agora que a amputação da outra perna se revela inevitável, a modelo de Los Angeles está empenhada em alertar jovens mulheres para o risco associado ao uso de tampões e defendendo a criação de legislação para uma maior transparência relativa aos produtos de higiene feminina.

A modelo referiu, recentemente, em declarações à revista InStyle que os ferimentos que surgiram agora na perna esquerda vão, inevitavelmente, conduzir a uma cirurgia de amputação: “A minha perna tem uma ferida enorme que está aberta e que não cura e não tenho dedos. Tenho dores alucinantes, todos os dias.”

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Thank you for sharing my story again! Awareness through support is powerful! ????❤️#itsnotrareitsreal //Repost from @stylelikeu "I was so afraid of – it wasn't even judgment, it was rejection. It was the one thing I had never had to deal with in my entire life. Am I ugly? Am I disgusting? I'm ashamed of who I am. I am no longer beautiful. I am no longer that hot, supermodel-esque whatever… I'm not that girl anymore. What am I?" — Click the link in our bio to hear Lauren Wasser (@theimpossiblemuse) share her journey to self-acceptance after her leg amputation in her powerful What's Underneath episode. Filmed in 2016 and previously hosted exclusively on @Fullscreen's subscription platform, this fall we are thrilled to re-release eight episodes of The What's Underneath Project on our YouTube channel, free and accessible to all. #IAmWhatsUnderneath #TheSelfAcceptanceRevolution #SLUxFullScreen

Uma publicação partilhada por Lauren Wasser (@theimpossiblemuse) a

Entretanto, o corpo de Lauren produziu cálcio em doses extra, uma forma automática do cérebro dizer ao corpo que faltam-lhe dedos e que é necessário produzi-los. O resultado disto foi o crescimento de uma massa óssea que agora é necessário cortar, através de um procedimento cirúrgico, uma vez que tornam difícil de conseguir com que a modelo ande.

Alem de tudo isto, a modelo não pode molhar os pés, por causa da ferida que tem aberta, algo que, para Lauren, se torna quase impossível!

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“Dentro de alguns meses vou perder a outra, inevitavelmente. Não há nada que possa fazer em relação a isso, Agora, o que posso fazer é ajudar a que isto não aconteça com outras mulheres”, explica, em declarações ao Daily Mail.

A modelo tem agora um processo num advogado, de forma a tentar criar uma legislação, junto das autoridades nacionais, de forma a fazer com que todos os produtos femininos sejam testados e aprovados em segurança.
A proposta de lei em causa tem, até, um nome, ‘Robin Danielson Act’, o mesmo nome de uma mulher que morreu com o mesmo síndrome, em 1988. O objetivo é fazer com que as companhias descrevem, ao pormenor, o que cada produto contém e quais são os seus efeitos a longo termo.

A proposta de lei foi já reprovada dez vezes! Entretanto, a modelo continua empenhada em alertar todas as mulheres para este problema, dando algumas TED Talks sobre o assunto. A modelo tinha 24 anos quando se sentiu mal depois de usar um tampão. Aqui podes ver a participação da modelo numa conferência onde aborda o tema:

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Lauren Wasser foi encontrada no seu apartamento, a uns minutos de ser declarada morta. Estava inconsciente, de cabeça para baixo, no chão do quarto. Isto, depois da mãe ter chamado a polícia por não saber da filha há algum tempo. No hospital, a febre chegou aos 41 graus celsius. A modelo tinha sofrido um ataque cardíaco e os seus órgãos tinham começado a falhar, antes de ser colocada em coma induzido.

Entretanto, um médico especialista em infeções, testou-a para a possibilidade de Síndrome de Choque Tóxico e confirmou-se. Formou-se, entretanto, uma gangrena nas pernas e uma delas teve de ser amputada. A modelo usa, agora, uma prótese de ouro.

O que é o Síndrome do Choque Tóxico?

A Síndrome do Choque Tóxico (SCT) é uma doença muito pouco frequente, ainda que grave, que pode vir a ser mortal, causada por toxinas produzidas pela bactéria Straphylococcus aureus.

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Muitas vezes, trata-se, também, de uma doença não diagnosticada, uma vez que os seus sintomas se assemelham aos sintomas de doenças mais comuns.

A SCT é, então, causada por toxinas produzidas pela bactéria Staphylococcus aureus. Esta bactéria é um microorganismo que, como muitas outras bactérias, se encontra no corpo das pessoas saudáveis de forma natural, habitualmente na pele, nariz, axilas, virilhas e vagina. A SCT pode atingir homens, mulheres e crianças. Embora os primeiros casos da síndrome de choque tóxico descritos afetassem principalmente mulheres que usavam tampões durante o período, hoje em dia menos de metade dos casos estão associados a esse hábito.

Esta síndrome também pode ocorrer com infeções cutâneas, queimaduras e após uma cirurgia. A doença também pode afetar crianças, mulheres na pós-menopausa e homens. Diversos fatores intervêm no desenvolvimento da SCT e o uso de tampões é um deles. No entanto, as causas exatas da relação entre o uso de tampões e o desenvolvimento da SCT ainda não são claras.

Mesmo assim, as investigações mostram que o risco de SCT menstrual relacionado com os tampões está associado à absorção: quanto maior o grau de absorção do tampão, maior o risco de contração da doença e vice-versa. Este é o motivo pelo qual as mulheres devem usar sempre o menor grau de absorção adequado às tuas necessidades de fluxo menstrual.

Contudo, não existem evidências que comprovem que o material utilizado atualmente para fabricar tampões aumenta ou favorece a produção de toxinas que causam a SCT. Também não ficou provado que os tampões são portadores da bactéria Staphylococcu saureus ou favorecem o seu crescimento na vagina.

Os sintomas da SCT são idênticos aos de uma constipação, mas evoluem rapidamente para uma doença grave de consequências que podem vir a ser fatais. Os principais indicadores que alertam para uma possível SCT são:

Febre alta de início súbito (habitualmente, 39Cº ou mais),Confusão, Convulsões, Vómitos, Diarreia, Tonturas, Tensão arterial baixa, Falha hepática e renal, Irritações cutâneas idênticas a queimaduras solares, Dores musculares, Dores de garganta, Desmaios ou sensação de desmaio ao levantares-te.

Em estados avançados da doença, a pele pode descamar (ocorre 1-2 semanas após a irritação cutânea, e, sobretudo, nas plantas das mãos e dos pés). Qualquer um destes sintomas pode ser indicador da SCT. É possível que não se manifestem todos os sintomas, mas, geralmente, aparece mais do que um. A SCT menstrual pode manifestar-se em qualquer momento durante a menstruação ou pouco depois.

Apesar das embalagens de tampões referirem que não devem ser deixados no corpo por um período superior a oito horas, Lauren referiu que nunca deixou o tampão no corpo por um período superior ao indicado, mudando-o com frequência.

Todos os anos, o Síndrome de Choque Tóxico afeta cerca de 100 mil mulheres em todo o mundo.
O problema fez títulos de vários jornais nas décadas dos anos 70 e 80, com a morte de várias mulheres causada pelo mesmo síndrome, depois do uso de tampões ultrabsorventes, retirados, depois, do mercado.

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