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Mãe partilha fotos do parto para “dar esperança” às grávidas que lutam contra o cancro

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Estas imagens mostram uma mãe com cancro de mama a dar à luz, e estão a impressionar a internet!

“Esqueci-me do cancro, esqueci-me da quimioterapia, a única coisa que vi foi um menino perfeito, lindo e saudável…”

”Foi o momento mais bonito, aterrorizador e intenso da minha vida”, diz Maria Crider, em declarações ao site GoodHousekeeping.

A mulher de Apopka, na Flórida, foi diagnosticada com cancro da mama quando estava grávida de 11 semanas.

Desde o diagnóstico até ela e o marido, Brandon, receberem o filho, Logan, no hospital Florida Hospital for Women a 13 de abril, Maria submeteu-se, desde logo, a um procedimento intensivo de quimioterapia.

“Chorei quando o vi. Assim que tudo de mal se foi embora, esqueci-me do cancro, esqueci-me da quimioterapia, a única coisa que vi foi um menino perfeito, lindo e saudável… E o meu marido, ali, a segurar-me a mão, com tanto amor!”, diz a fotógrafa.

O momento do parto foi registado pela fotógrafa Bonnie Hussey que refere, em declarações ao mesmo site, que a sessão de fotografias foi das experiências mais incríveis a que assistiu até hoje. “Já entrei em várias salas de parto antes, mas isto foi totalmente diferente. Foi tão especial!”

As imagens mostram Maria Crider, de 28 anos, antes e durante o trabalho de parto, bem como os momentos especiais que partilhou com o marido depois do parto.

Uma das fotografias mais poderosas é, talvez, aquela em que Maria surge a amamentar Logan numa das mamas, sendo que Maria fez uma Mastectomia (remoção completa da mama), onde se vê uma grande cicatriz…

“As imagens estão para além daquilo que eu poderia algum dia almejar. Vou apreciá-las com carinho para sempre!”, acrescenta a fotógrafa.

Maria explica que estava, ainda, a amamentar o seu filho de dois anos, Liam, quando foi descoberto um nódulo no peito em outubro do ano passado. “Os médicos disseram-me que poderia ser apenas um nódulo benigno, mas tive um pressentimento de que poderia ser algo mais…”, explica.

No mesmo dia em que descobriu o nódulo foi quando soube que estava grávida de onze semanas. Maria e o marido ficaram radiantes, mas havia algo que pairava no ar… Uma semana mais tarde foi diagnosticada com cancro da mama.

O mundo daquela família ficou virado de pernas para o ar. Discutiram várias formas de tratamento e, inclusive, o aborto…

“Era confuso porque, por um lado, eu estava radiante com a minha gravidez. Mas, por outro, estava aterrorizada com o cancro”, refere Maria, mãe, ainda, de Tristan, com 5 anos. Acrescentando: “Eu não queria fazer o tratamento se isso fosse prejudicial para o bebe de algum forma. Mas, ao mesmo tempo, pensava: ‘O que faz o meu bebé e o que fazem os meus filhos se eu morrer?’”

Os médicos referiram a Maria que não precisava de abortar. Contudo, deram ao bebe uma taxa de sobrevivência de 40%, no máximo, se prosseguisse com a quimioterapia. Maria tomou, então, a difícil decisão de proceder à quimioterapia no terceiro trimestre de gravidez, a altura mais segura para o bebe, segundos dados da American Cancer Society.

“Eu estava aterrorizada, mas nós queríamos assegurar-nos de que o nosso filhote estava fora de risco. De todas as vezes que tive medo de não aguentar a quimioterapia, disse às enfermeiras: ‘tenho medo pelo meu bebe, têm a certeza e que isto é seguro?”

Maria passou por quatro ciclos de Adriamycin e Cytoxan, os medicamentos utilizados em quimioterapia, durante a gravidez, antes de ser admitida para cesariana, em abril.

“A nossa viagem pelo cancro e pela gravidez foi como uma montanha russa de emoções… Decidi, de antemão, que queria ter fotos do parto”, explica Maria ,que descobriu a página de Facebook da fotógrafa, onde a profissional fez um concurso de uma sessão fotográfica e decidiu tentar a sua sorte!

“Enviei-lhe uma mensagem com a minha história e disse-lhe que adorava ganhar o concurso”. Bonnie respondeu-lhe, de imediato, dizendo: “Dê-me todos os seus detalhes. E peço-lhe para que pergunte, por favor, à sua médica obstetra se é possível ter uma fotógrafa da sala de partos.” E assim foi.

Seis semanas após o parto, Maria parou de o amamentar, para que pudesse voltar aos tratamentos. Os filho está, atualmente, a receber leite materno doado.

Maria completou, já, um ciclo de 28 tratamentos e será submetida, em breve, a um novo exame para se verificar se o cancro ainda se mantém.

“Estamos à espera de novos resultados… Tudo o que nos resta fazer é esperar pelo melhor. Se esta viagem me ensinou algo foi a partilhar a nossa vida com os que mais amamos e é exatamente isso que vou fazer”, finaliza.

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