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Jovem com 500 sinais foi chamada de «Alien», e «Dalmata». Desafiou os bullies, e agora é modelo

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Esta jovem estudante espanhola, cruelmente chamada de “Dalmata” ou “alien” devido ao seu corpo ter mais de 500 marcas de nascença, desafiou todos os bullies que gozaram com ela ao longo da vida, ao tornar-se modelo.

Alba Parejo, 16 anos, de Barcelona, sofre de “nevo melanocítico congénito”, uma condição que leva a que o seu corpo esteja coberto de sinais e manchas.

Enquanto crescia ela sentia-se um monstro, e era brutalmente agredida verbalmente, mas no ano passado, depois de ter resolvido abraçar e aceitar a sua condição, Alba começou a postar fotografias da sua pele, e recebeu muitos retweets e gostos.

Hoy, aparte de mi cumpleaños (lo se, todo un cachondeo que naciera este día), es el día de las enfermedades raras. Hace 16 años nací con Nevus Congénito Gigante que es una anomalía no hereditaria muy extraña que consiste en una mancha gigante que ocupa una gran superficie de la piel con lunares satélite al alrededor (en mi caso son más de 500). Hace 3 años superé un bajón que tuve por no saber querer mi piel. Tras meses acomplejada por cómo era, me di cuenta de que cada uno es como es , nadie escoge cómo va a nacer o cómo será su físico y eso es algo que a la gente no le entra a la cabeza. ¿De qué sirve tener miedo? ¿De qué sirve bajar la mirada cada vez que pase un grupo de adolescentes? ¿De qué sirve no hacer cosas por miedo a lo que piensen el resto? No sirve de nada, por eso, yo me quiero tal y como soy y adoro mi piel. #bareyourbirthmark #liberandonos #diadelasenfermedadesraras #rarediseaseday

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Esta resposta positiva deu-lhe a confiança necessária para entrar numa competição, e tornar-se a cara de uma campanha de consciencialização. Agora podes vê-la em outdoors, autocarros e jornais.

Alba diz no entanto: «Eu tenho manchas e sinais nas minhas ancas, rabo, nádegas e mais de 500 sinais por todo o corpo.»

Ainda antes de atingir os 5 anos, Alba já tinha sido submetida a 30 cirurgias, para remover algumas das áreas mais afectadas, até que se tornou doloroso demais.

Crazy hair💇

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Alba diz ainda: “Enquanto crescia, percebi que as pessoas ficavam a olhar para mim por causa da minha pele, o que me fazia sentir mal, as pessoas olhavam para mim como se fosse um monstro. Por vezes riam e faziam comentários horríveis, houve mesmo uma pessoa que me perguntou se eu me pintava. Mas a pior coisa que eu ouvi foi mesmo “não mostres as tuas costas a ninguém, porque ninguém que ter uma namorada deformada”.

Fly high, fly far💫 #📷

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Mas agora as coisas estão diferentes para Alba, ela já encara a sua condição de outra forma. «Sinto-me muito feliz agora, eu dei a conhecer a minha doença, e as pessoas têm reagido de forma positiva, elas pensam que o meu corpo é fantástico e os artistas adoram a minha pele, eles vêem-na como arte. Eu apercebo-me agora que a minha pele é bonita, especial e única. Sinto-me muito mais positiva em relação ao meu corpo.»

Scars are tattoos with better stories💭 #bareyourbirthmark

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Agora Alba quer ajudar outros que sofram do mesmo problema, que atinge uma em cada 20.000 pessoas, através da sua carreira de modelo, e mostrar que não há razão para se esconderem.

“Eu quero fazer com que as pessoas aceitem que todos nós somos diferentes, e que não temos corpos perfeitos,» diz Alba.

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