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Francisco Moita Flores chora morte do pai com texto emotivo: “Dizer adeus ao meu herói…”

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Com um texto comovente, Francisco Moita Flores despediu-se do pai…

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Francisco Moita Flores | Facebook

Francisco Moita Flores recorreu à sua conta na rede social Facebook para partilhar com seguidores e amigos a notícia da morte do seu pai, que faleceu aos 97 anos de idade.

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Na publicação, carregada de emoção ao contar a sua história de vida, Moita Flores acaba por revelar que o pai venceu a Covid-19 num “último combate”, mas que apesar da recuperação a luta “deixou-o frágil” e poucos dias depois recebeu um telefonema da irmã Graciana a anunciar o desfecho.

“Foi pelos seus olhos que aprendi a amar os livros. E a amar o Mundo, os animais, as pessoas. Pelos seus olhos e pela ternura da minha mãe. Íamos os dois, quinzenalmente, à Biblioteca Itinerante da Gulbenkian, que estacionava em frente à Igreja de S. João Baptista. Uma fila de esfomeados, putos e graúdos, à espera de alimento”, começa por escrever.

“Era um homem rijo, sem horas para trabalhar, intrépido e insurreto. Não suportava o Regime e, com ele, descobri as emissoras clandestinas, que se diziam em voz sussurrada”, revela ainda Francisco Moita Flores que destaca depois: “Mostrou-me Eça de Queirós, Florbela Espanca, Camilo, o Padre António Vieira, o seu escritor de estimação. E todos os outros daqui e d’além Mundo. O Hemingway, o Steinbeck, Cervantes e por aí adiante. E também o Teatro. Santareno, Garrett, Shakespeare e o Canto e Castro a fazer de Tristão e Carmen Dolores, de Isolda, no folhetim radiofónico”.

Mais à frente no texto, Francisco Moita Flores revela ainda: “Foi uma vida longa de trabalho, de inquietação, de desassossego. E livros.. Ainda venceu o Coronavírus, num último combate. Recuperou, mas a luta deixou-o frágil. Poucos dias depois desta derradeira vitória, a minha ‘irmã’ Graciana telefonou. Chegara a hora de dizer adeus ao meu grande herói. Despedimo-nos em paz, Agradeci-lhe, escorreu-lhe uma lágrima pelo rosto cansado e outra dos meus olhos, apertámos a mão e o último beijo e a última carícia. E nessa noite, quando adormeceu, o Mestre Chico Flores da Defesa de S. Brás, partiu, em sossego, depois de uma vida comprida. E cumprida! Veio aconchegar-se na minha memória. De onde nunca mais sairá”, pode ler-se.

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