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Fãs da Guerra dos Tronos adotam Huskies, que abandonam pouco tempo depois

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Gostas dos cães da série ‘Guerra dos Tronos’? Se gostares, não faças como estas pessoas, que os foram buscar aos canis e depois os abandonaram…

Todos nós, assumidos consumidores da série hit do momento, a ‘Guerra dos Tronos’, estamos familiarizados com os lobos que a protagonizam. Na série, a maior parte dos lobos são interpretados por cães cuja raça se designa por Inuit do Norte, uma raça semelhante ao Husky Siberiano, mas ligeiramente diferente. Há, no entanto, um que é interpretado por um lobo-do-Ártico.

Infelizmente, a série não tem sido benéfica para os cães que se assemelham aos Inuit, especialmente para os Husky’s, os mais comuns. Desde teve início, em 2011, os canis tiveram uma surpreendente procura destas raças ou de raças semelhantes.

Angelique Miller, presidente da organização de proteção e resgate destes cães, a Northern California Sled Dog Rescue – NorSled, refere que “houve uma enorme procura destes cães nos últimos anos, especialmente nos últimos três. No ano passado e no início deste ano, tivemos um aumento da procura que noutros anos nunca tínhamos testemunhado…”, em declarações ao site The Dodo.

E como é que a responsável da organização tem noção de que o aumento da procura está relacionado com a série? Porque, infelizmente, estes cães, que estão agora a ser devolvidos aos canis, surgem como nomes relacionados com a série, como Sansa, Stark, Ice e Ghost.

“Na última feira que fizemos, para promover a adoção dos nossos cães, estava um casal a passar e parou… Quando olharam para os nossos Husky’s disseram: ‘Olha, parecem os direwolves, os lobos da série ‘Guerra dos Tronos’. É bastante óbvia a relação da procura destes cães com a série! Além disso, muitas pessoas vêm ter connosco e perguntam se os Husky’s tem algo de lobo neles… Porque não conseguem distinguir um Husky de um Malamute-do-Alasca e de um lobo”, explica.

Mas o problema tem tendência a aumentar… Porquê? Porque as pessoas não fazem o trabalho de casa, o que acaba por originar origina mais problemas…

Os Husky’s e os Inuit do Norte podem ser animais muito bonitos e calmos na televisão, mas na vida real não é bem assim…. “As pessoas veem estes cães na televisão e pensam: ‘tão giros!’. Mas a verdade é que não fazem uma pesquisa da raça e não percebem que esta raça não é para todas as pessoas…. Esta é uma raça muito ativa, que precisa de muito exercício físico. Alem disso, é uma raça com o instinto de caça muito apurado, o que faz com que estes cães não sejam, logo à partida, adequados para quem tem uma casa com animais mais pequenos…”, explica a presidente da organização, Angelique Miller. A responsável acrescenta ainda que “estes cães são, também, verdadeiros artistas da fuga. Ou seja, se ficarem aborrecidos, vão arranjar forma de se escaparem, sem ninguém perceber! Outra característica importante é o facto de serem cães de matilha, ou seja, são cães que gostam de estar acompanhados por outros cães e por humanos. Se as pessoas estiverem dentro de casa e esperarem que eles fiquem cá fora, não vai resultar… Eles vão querer entrar, para se sentirem acompanhados…”

A organização NorSled tem, neste momento, cerca de 40 cães ao seu cuidado e os voluntários da organização travam uma luta diária para conseguirem encontrar-lhes um lar que os acolha em segurança.
“Ultimamente, parece que estão a chegar cada vez mais. E isso coloca-nos um verdadeiro desafio, porque não conseguimos arranjar uma casa para todos eles”, refere a responsável da organização.

Uma outra entidade protetora desta raça, a Bay Area Siberian Husky Club – BASH também tem testemunhado um aumento do abandono destes animais junto de canis ou de organizações. “Tivemos três cães chamados Ice nos últimos três meses. Maior parte deles, chegam-nos com idades compreendidas entre os 18 meses e os dois anos de idade”, explica Randee McQueen, coordenadora da organização.

Ambas as responsáveis das referidas organizações lutam, diariamente, para que estes cães encontrem uma casa em breve e esperam que o problema tenha uma solução à vista.

Portanto, para que o problema não aumente, se queres adotar um destes cães, Angelique Miller sugere que faças uma pesquisa primeiro e que consideres um regime de treino sério.

“As pessoas têm mesmo de perceber o tipo de raça que têm entre mãos… Têm de fazer uma pesquisa, antes de adotarem estes cães. Se os adotarem, eu aconselho a que escolham uma escola certificada e que façam um treino eficaz”, finaliza.

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