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Declarações de Cristina Ferreira no ‘Dois às 10’ motivam nova queixa à ERC contra a TVI. Saiba o que está em causa

Cristina Ferreira está novamente na mira dos críticos e a TVI volta a ser alvo de queixa na ERC…

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TVI/Instagram e Reprodução TVI

As declarações de Cristina Ferreira sobre o caso de violação a uma jovem menor, de 16 anos, por quatro rapazes, quando achava que só se ia encontrar com um, estão a motivar polémica nas redes sociais.

Em direto no programa ‘Dois às 10’, da TVI, desta terça-feira, 14 de abril, a apresentadora afirmou: “Tem-se hoje em dia noção dos riscos, tanto da parte de quem combinou um encontro com quatro… porque nós temos que falar disto, porque é assim: mesmo que ela tenha dito para parar, quando são quatro que estão naquela adrenalina de estar a fazer sexo com uma rapariga, alguém ouve? Claro que têm que ouvir, mas alguém entende aquele “não quero mais”?“.

Depois da intervenção do influenciador Kiko is Hot, a ativista Francisca De Magalhães Barros fez saber que vai apresentar uma queixa à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social) contra a TVI “por banalização e tratamento indigno de um crime de violação“.

Na publicação que fez nas redes sociais, Francisca explicou o teor da queixa: “No decorrer do programa Dois às 10, durante o segmento que abordava comentar uma agressão sexual/sobre o caso da violação de uma menor por quatro adolescentes em Loures, verificou-se uma conduta de banalização de um crime de violação. Especificamente: usar termos altamente pejorativos para comentar o caso e não saber a diferença entre violação e uma relação sexual consentida“.

Considero que o conteúdo acima descrito viola os seguintes princípios: Princípio da Dignidade da Pessoa Humana: a forma como o tema foi abordado desrespeita a gravidade da violência sexual e a integridade da vítima; Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais (Lei n.º 27/2007): nomeadamente o Artigo 7.º, que proíbe o incitamento ao ódio e a programação que atente contra a dignidade humana; Código Deontológico dos Jornalistas (se aplicável): pela falta de rigor, sensatez e respeito pela condição das vítimas de crimes violentos“, acrescentou.

A queixa avança também com um “pedido de intervenção“: “A banalização de crimes de violência sexual nos meios de comunicação social contribui para uma cultura de impunidade e para a revitimização daqueles que sofrem este tipo de agressões. Como tal, solicito à ERC que: proceda à análise da emissão/conteúdo referido; avalie se o órgão de comunicação cumpriu os seus deveres de responsabilidade social; aplique as sanções ou recomendações que considerar adequadas para evitar a repetição de tais comportamentos. Submeto esta queixa para que se garanta uma comunicação social que respeite os direitos fundamentais e a ética pública“.

Esta não é a primeira vez que declarações de Cristina Ferreira estão na base de uma queixa à ERC. No dia 2 de junho de 2025, a apresentadora esteve na mira dos críticos por ter comentado o caso de Conceição Figueiredo, de 69 anos, que foi vista pela última vez numa danceteria com Jair Pereira, de 58, e o seu corpo apareceu sem vida cerca de duas semanas depois desse encontro. Cristina Ferreira utilizou a expressão “se pôs a jeito” e a ERC, após receber 33 participações contra a TVI, acabou por se pronunciar.

Leia também: 33 participações depois, ERC pronuncia-se sobre comentário polémico de Cristina Ferreira no ‘Dois às 10’

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