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Cristina Ferreira quebra silêncio após polémica e assume: “Não teriam sido aquelas…”

Cristina Ferreira falou sobre toda a polémica no “Jornal Nacional”…

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Reproduções | Instagram

Cristina Ferreira tem estado no centro de uma grande polémica devido a uma intervenção, no “Dois às 10”, durante a ‘Crónica Criminal’, sobre o caso de uma violação em grupo a uma menor, em Loures.

A apresentadora questionou se, sob o efeito da “adrenalina”, os agressores conseguiriam sequer ouvir o “não” da vítima. O país não perdoou e foram feitas mais de 4 mil queixas à ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social).

Na noite desta terça-feira, 21 de abril, Cristina Ferreira decidiu quebrar o silêncio e esteve no “Jornal Nacional” para esclarecer tudo: “Primeiro, não foi um comentário, foi uma pergunta dirigida a uma comentadora do painel que tínhamos escolhido para aquele dia, para estar ali naquele espaço de análise e atualidade”.

“Depois, dizer que estou bem. Porque algumas pessoas me têm feito essa pergunta nos últimos dias e eu quero dizer-lhes isso mesmo, que estou bem” – afirmou.

Cristina Ferreira confessou: “Não sei se é despropositado [as críticas], por algum motivo aquelas pessoas entenderam-no dessa forma. Eu sei que não o fiz com a intenção com que foi interpretado”.

“Eu tenho mais de 20 anos [de carreira], nestes 20 anos fiz milhares de perguntas sobre temas similares, sobre este tema, aliás já o tínhamos comentado no mesmo espaço”, frisou ainda.

A apresentadora das manhãs da TVI explicou: “Nós já levávamos a conversa há cerca de 8 minutos, a posição era clara de que lado é que estávamos. Aliás, não podia ser outra. Ao longo destes anos todos perceberam sempre qual foi a minha posição em relação às vítimas de que tipo de criminalidade fosse. Não há espaço para o dizer de outra forma e naquele momento eu senti que era necessário que a psicóloga me explicasse o que é que passa na cabeça daqueles jovens no momento em que ouvem um não”.

“O não é não, ponto. O não, não o existe numa violação, porque a pessoa não o cumpre. Não há qualquer tipo de dúvida nem de hipótese que um não seja um não” – sublinhou.

Cristina Ferreira assumiu ainda que, se o seu discurso tivesse sido escrito, “não teriam sido aquelas as palavras que eu usaria” e explicou: “Porque acho que poderia ter escolhido outra formulação de pergunta”.

“Nós estamos num espaço de direto (…) a minha pergunta tem só a ver com isto: eu quero perceber quando um violador ouve um não, porque é que ele não ouviu – e o não ouviu não é o sentido literal do termo, é porque não o cumpre” – rematou.

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