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Afinal, podemos ou não partir o vidro de um carro para salvar um animal?

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Na terça-feira dois cães acabaram por morreu dentro de um carro em Odivelas, depois de o dono os ter deixado trancados dentro de uma carrinha no parque de estacionamento de um centro comercial…

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Perante a lei a resposta é não. O bom senso, no entanto, diz-nos: sim, se for em último recurso.

Na terça-feira dois cães acabaram por morrer dentro de um carro em Odivelas, depois de o dono os ter deixado trancados dentro de uma carrinha, no parque de estacionamento de um centro comercial.

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Quando chegou ao carro, já era tarde. Um dos cães já tinha morrido, e o outro morreu pouco depois.

O caso foi denunciado pela  Associação Bigodes Fofos no Facebook:

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Muitos dos comentários acusavam que assistiu ao episódio de “não ter feito nada para evitar a tragédia”. Mas será que a lei nos permite partir o vidro de um carro para salvar um animal? É o que vamos ver agora:

Há umas semanas atrás, um post no Facebook ficou viral em Portugal, dizendo que ““a ação da ruptura da janela para salvar um animal é considerado legítima com base no art. 34 do Código Penal que, nestes casos, reconhece o estado de necessidade.”

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Acontece que, não é bem assim. O Gabinete de Relações Públicas da PSP disse ao site NIT que “a única coisa que tem de fazer é ligar para as autoridades. A polícia desloca-se ao local e, através da matrícula, verifica quem é o proprietário. Em estado de necessidade extrema pode haver uma situação de quebra de vidro.”

Segundo a PSP, partir o vidro do carro só é uma opção de “último recurso, e apenas se a vida do animal estiver em risco.

A PSP adiantou ainda que é a quebra do vidro “apenas poderá ser feita por um agente da autoridade. Nunca por um civil. Ao fazê-lo está a praticar um crime de dano.”

Assim, e caso te depares com uma situação destas, deves: chamar as autoridades, tirar uma fotografia, e tentar dar água, e fazer sombra ao animal. Depois disto?

Mas, e se percebermos que o animal não tem outra hipótese de sobrevivência? Aí, manda o bom senso. E sim, partir o vidro para salvar o animal é uma escolha de cada um, apesar da lei não o permitir.

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De acordo com a PETA, todos os anos muitos cães sofrem, e até morrem, quando os seus proprietários os deixam em carros estacionados – mesmo que seja “apenas um minuto”, para ir a qualquer lado.

A organização diz que os carros estacionados ao sol são uma “ratoeira de morte para os cães”. “Num dia de 25 graus, a temperatura dentro de um carro estacionado pode subir para entre os 37 e os 48 graus em apenas alguns minutos, e em um dia de 32 graus, a temperatura interior pode chegar aos 71 graus, em menos de 10 minutos…”

Isto pode levar a danos cerebrais, ou morte repentina por insolação em apenas 15 minutos. Lembra-te que, para os cães, suportar calor é extremamente difícil, porque a única maneira de se resfriarem é com a respiração ofegante, e suando através das suas almofadas nas patas.

A PETA também adverte sobre o perigo do pavimento quente. Se estiver muito quente para que toques o chão com a mão, será muito quente para o teu amigo de quatro patas.

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Apaixonado por rádio, notícias e redes sociais, trago-te todos os dias as histórias mais inspiradoras que encontro na web...

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