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Zé Lopes elogia Joana Marques e defende: “Têm de ter cuidado ao criar o humor…”

Zé Lopes esteve presente numa conferência sobre os discursos de ódio…

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Reproduções | Instagram

A conferência “Desativa o Ódio” teve lugar na passada quarta-feira, 30 de abril, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa.

Zé Lopes, Soraia Moreira e Pedro Crispim foram três dos convidados que marcaram presença no evento, à qual a Hiper Fm se associou como órgão de comunicação oficial, a par de Francisco Camacho (deputado do CDS-PP) e Juliana Meira (psicóloga).

Além dos discursos de ódio nas redes sociais, a conversa mais que pertinente – sobretudo nos dias que decorrem – debruçou-se também sobre o limite do humor.

Zé Lopes começou por comentar: “Eu acho que os próprios humoristas têm de fazer um exercício mais empático” – e sobre o caso de Joana Marques e os Anjos, levantado durante a conferência, confessou: “Uma coisa é elas equacionarem uma prestação dos Anjos enquanto grupo que foi, a meu ver, o que aconteceu. Ela equacionou a forma como eles estavam a cantar o hino nacional “A Portuguesa”. Elas não tiveram a falar do valor dos Anjos como artistas com mais de 20 anos de carreira nem o que eles fizeram para trás”.

No entanto, o comentador do “Big Brother” e apresentador do “Bom dia Alegria” do V+TVI, destacou: “Mas quando fazemos uma piada sobre transsexuais, homossexuais, quando a piada é toda direcionada para os gays ou quando sistematicamente no nosso exercício de humor falamos sempre da mesma pessoa, seja sempre do Crispim, da Soraia, do Ruben Rua, de quem quer que seja, aí já parece um bocadinho uma perseguição àquela pessoa e aí acho que já há de melhorar o tipo de exercício que se faz naquele exercício de humor”.

Zé Lopes teceu alguns elogios a Joana Marques: “Eu tenho uma relação próxima com a Joana e acho o trabalho que a Joana faz exímio e eu já fui visado montes de vezes nos episódios da Joana. Eu acho o que ela faz muito inteligente” – e ressalvou: “Estou a falar dos humoristas todos, todos eles têm de ter esse cuidado. Se uma minoria já passa por uma dificuldade tão específica, ainda é preciso estar a escarafunchar mais nessa minoria? Se calhar não”.

“Eu estou tranquilíssimo que falem de mim porque sei que o meu trabalho é bem feito, aquilo é tudo tirado do contexto para ter graça. Agora, eu acho que tanto a Joana como todos os humoristas têm de ter cuidado ao criar o humor” – terminou, acabando por ser aplaudido pela plateia presente.

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