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Vanessa Martins vence processo contra revista: “Tive a minha vida em suspenso, família atacada…”

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Vanessa Martins mostrou a capa em questão, que dava conta de um alegado “negócio com o corpo”…

Publicado

em

Vanessa Martins/Instagram

Vanessa Martins recorreu esta quinta-feira, 25 de junho, à sua conta de Instagram para anunciar que, seis anos depois, conseguiu vencer um processo em tribunal contra uma revista, que a acusou de ter negócios relacionados com o corpo.

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Num longo desabafo, a influenciadora digital começou por recordar que durante todo este tempo teve a sua vida “em suspenso” e inúmeras desvantagens a nível pessoal e profissional:

“A minha família atacada, trabalhos cancelados e milhares de comentários nas redes sociais, em que a palavra “prostituta” era a mais simpática de todas as escolhidas para se referirem a mim”, lamentou.

Vanessa Martins referiu que, desde a publicação da capa em questão, sempre lutou, com a ajuda do seu advogado, para que fosse feita justiça:

“Com ajuda do meu advogado desde o primeiro minuto, lutei na justiça para me defender, com a certeza de que tinha a verdade do meu lado e que esse artigo além de mentiroso, violava de forma gritante os deveres éticos e deontológicos do jornalismo, previstos na lei”.

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A empresária, de 34 anos, revelou que agiu, não só por si, mas também para defender as mulheres e o seu papel na sociedade:

“Esta capa não foi apenas negativa para mim mas igualmente para toda e qualquer mulher. É inconcebível que, ainda hoje, uma mulher não possa ter sucesso sem ser considerado que deve esse sucesso a práticas de carácter sexual. Ou porque subiu na horizontal ou porque teve o caminho facilitado por ser mulher. Uma vez mais, esta capa e a peça jornalística eternizavam esse estigma limitador da capacidade das mulheres serem bem sucedidas”, considerou.

De seguida, Vanessa Martins referiu que o processo não foi fácil mas apesar de tudo nunca desistiu de repor a verdade.

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A influenciadora digital revelou então que venceu o processo, dando a conhecer aquilo que lhe foi chegado através do Tribunal da Relação de Lisboa:

“Felizmente, ao fim de 6 anos conseguimos que o Tribunal da Relação de Lisboa, até após recurso da primeira decisão judicial, fizesse constar do Acórdão o seguinte: “De resto, não foi feita qualquer demonstração da veracidade dos factos noticiados, nem os Réus ensaiaram realmente fazê-la”. São decisões dos tribunais, como esta, que acabam com comentários diminuidores das mulheres portuguesas e que reconhecem a sua efetiva capacidade de serem bem-sucedidas”, referiu, feliz.

No final, Vanessa Martins referiu que o resultado não foi só uma “conquista” para si, mas para todas as mulheres:

“Hoje sinto que não fui só eu que ganhei. Todas as mulheres que já se sentiram atacadas por grandes grupos de media, que desistiram de fazer justiça pela demora das decisões e custos de processo, por todas as pessoas que viram as suas carreiras destruídas por mentiras na imprensa… hoje ganhamos todas”.

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Passaram 6 anos desde a publicação desta capa (tv guia). Seis anos em que tive a minha vida em suspenso, a minha família atacada, trabalhos cancelados e milhares de comentários nas redes sociais, em que a palavra “prostituta” era a mais simpática de todas as escolhidas para se referirem a mim. Com ajuda do meu advogado, (@cabanas_alves) desde o primeiro minuto, lutei na justiça para me defender, com a certeza de que tinha a verdade do meu lado e que esse artigo além de mentiroso, violava de forma gritante os deveres éticos e deontológicos do jornalismo, previstos na lei. Esta capa não foi apenas negativa para mim mas igualmente para toda e qualquer mulher. É inconcebível que, ainda hoje, uma mulher não possa ter sucesso sem ser considerado que deve esse sucesso a práticas de carácter sexual. Ou porque subiu na horizontal ou porque teve o caminho facilitado por ser mulher. Uma vez mais, esta capa e a peça jornalística eternizavam esse estigma limitador da capacidade das mulheres serem bem sucedidas. Durante estes 6 anos, eu e o meu advogado, fomos confrontados com inúmeras dificuldades e tentativas para pôr fim ao processo sem uma decisão condenatória dos autores da capa e do trabalho jornalístico. Durante todo este tempo foi preciso relembrar a missão e que recorrer aos Tribunais era a única forma de repor a verdade e combater o estigma. Felizmente, ao fim de 6 anos conseguimos que o Tribunal da Relação de Lisboa, até após recurso da primeira decisão judicial, fizesse constar do Acórdão o seguinte: “De resto, não foi feita qualquer demonstração da veracidade dos factos noticiados, nem os Réus ensaiaram realmente fazê-la”. São decisões dos tribunais, como esta, que acabam com comentários diminuidores das mulheres portuguesas e que reconhecem a sua efetiva capacidade de serem bem-sucedidas. Hoje sinto que não fui só eu que ganhei. Todas as mulheres que já se sentiram atacadas por grandes grupos de media, que desistiram de fazer justiça pela demora das decisões e custos de processo, por todas as pessoas que viram as suas carreiras destruídas por mentiras na imprensa… hoje ganhamos todas.

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Tenho 21 anos e sou formada em Comunicação. Apaixonada pelos media, acabei o curso e comecei a escrever aqui logo de seguida... Adoro rádio, televisão, música e sobretudo notícias... Todos os dias trago-te os destaques da vida dos famosos...

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