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Suzana Garcia indignada com caso de criança que tentou afogar cão durante “40 minutos”: “É gravíssimo!”

Suzana Garcia mostrou-se ‘chocada’ com o caso e deixou uma reflexão acerca das “responsabilidades” deste ato…

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TVI

Suzana Garcia esteve no programa ‘Dois às 10’ desta terça-feira, 7 de julho, juntamente com a psicóloga Inês Balinha Carlos e o inspetor-chefe da Polícia Judiciária Vítor Marques, a comentar os casos criminais na rubrica ‘Atualidade’.

A dada altura, depois de visualizadas as imagens que já circulam nas redes sociais, em que é possível ver uma criança de 12 anos a tentar afogar um cão num lago na Alta de Lisboa durante 40 minutos, Suzana Garcia expressou a sua perplexidade.

“E a mãe e o pai estão onde? Onde é que eles estavam? Esta criança podia ter morrido afogada, onde é que estavam os pais?”, começou por questionar.

Depois de ouvir Cláudio Ramos, que fez uma observação no sentido de realçar que, por vezes, “os pais não conhecem os filhos” perante este tipo de atos de maldade, a advogada deu o seu parecer.

“Permita-me, por favor! É assim, se uma mãe ou um pai não conhecem um filho, então… Eu até compreendo que o filho possa ter estas condutas e passo a explicar porquê. Para nós, é muito simples acharmos que os bebés já nascem maus, porque isso desresponsabiliza logo as pessoas que são responsáveis pela sua conduta. Porém, a neurociência (…) entende que as pessoas não nascem más. As pessoas são resultado, de facto, de um componente genético e de um componente ambiental. E este tipo de comportamentos, mesmo que a criança tenha inatamente uma certa agressividade, quem está à volta depois direciona a conduta da criança”, refletiu.

“Portanto, uma criança que se comporta desta forma é evidente, flagrantemente, alguém que não está a ser direcionado de forma correta. E um pai e uma mãe têm como função primordial, para lá de tudo aquilo que possam ser e fazer, direcionar os seus filhos! E quando um pai e uma mãe não direcionam, não tutelam os seus filhos, estão a falhar. (…) Se nós que somos comentadores, os jornalistas, têm acesso à informação de que a criança já fazia isto às lagartixas e aos patos, os pais também o sabiam…”.

Depois de reforçar que é “comum” nas crianças existir este tipo de comportamentos isolados, mas que pais têm o dever de ensinar as crianças a ver o que está certo e errado, Suzana Garcia voltou a mostrar a sua indignação: “(…) 40 minutos de uma criança sem supervisão?! Do pai ou da mãe ou de quem poderia estar a tomar conta dela? É gravíssimo! Não é só esta criança que devia estar a responder judicialmente, eram os pais também!”, considerou.

Veja aqui o momento, às 2 horas e 13 minutos.

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