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Rui Maria Pêgo fala sobre homossexualidade e revela: “Achei que podia ser despedido…”

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Depois de assumir a sua orientação sexual em 2016, Rui Maria Pêgo conta como foi a fase de “sair do armário”…

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Rui Maria Pêgo/Instagram

Este sábado, 31 de Outubro, foi para o ‘ar’ mais um ‘Conta-me’, na TVI. Desta vez, o convidado foi Rui Maria Pêgo que, conversou com Manuel Luís Goucha sobre diversos assuntos – desde a sua carreira na rádio como comunicador, até à sua orientação sexual.

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Aos 19 anos, Rui Maria Pêgo falou pela primeira vez com os pais sobre a sua orientação sexual. A reação de ambos, segundo conta, foi de medo. A mãe, Júlia Pinheiro, já tinha percebido que algo não estava bem com o filho e foi neste contexto que Rui Maria decidiu “sair do armário”. “O grande problema dela era o que é que me aconteceria”, revela.

O locutor da rádio Comercial assume que devido ao facto dos pais serem de uma geração anterior, havia certas piadas que o próprio fazia relacionadas com o tema que, constrangiam o ambiente familiar. “É muito simples, ou vocês se começam a rir comigo ou eu vou rir-me sozinho”, teve de dizer à família, tendo depois tudo melhorado.

Em 2016, Rui Maria Pêgo decide tornar pública a sua orientação sexual. Depois do massacre de Orlando, o comunicador fez uma publicação nas redes sociais onde se assumiu como homossexual o que, acabou por tornar a partilha viral em Portugal.

Nessa altura, Rui Maria Pêgo trabalhava na rádio Renascença – uma emissora católica – e o seu grande medo era a possibilidade de ser ostracizado ou despedido. Tinha medo na rádio porque achei que podia ser despedido, mas aconteceu o contrário e tive ainda mais visibilidade, conta. Contudo, nem sempre foi fácil devido ao círculo da sociedade em que cresceu. “Vivi num contexto em que em casa era livre, mas na escola não era. Venho de um círculo muito conservador, católico e beto”, afirma.

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Se ando numa escola que persegue a diferença, e sou diferente… É um convite para sofrer. E sofri muito, revela Rui Maria, recordando uma altura difícil na sua vida – a adolescência.  “Acho que já achava alguma graça aos rapazes da minha turma, mas não percebia muito bem o que era”, conta, referindo-se aos primeiros anos da adolescência. Mais tarde, o comunicador percebeu exatamente o que sentia, porém, “vivia com medo”. “Pensava, morro de medo que se saiba”, confessa.

Rui Maria Pêgo, de 31 anos, é um defensor dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e, no geral, dos direitos humanos. Como tenta mostrar, sobretudo, através das redes sociais. “É inaceitável que as pessoas sejam perseguidas por serem quem são”, defende.

Veja aqui a entrevista na integra.

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