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Rui M. Pêgo relembra o dia: ‘Acabei por contar, lavado em lágrimas, que “gostava de rapazes”‘

“O “coming out” ou “sair do armário” o “assumir” …Toda esta terminologia pressupõe um segredo; uma vergonha; “

Rui Maria Pêgo / facebook

Rui Maria Pêgo usou as redes sociais para, a propósito do “Dia Nacional do Coming Out nos Estados Unidos da América”, abordar mais uma vez o tema e a intolerância e discriminação que ainda existe, relembrando o dia em que contou aos pais que “gostava de rapazes”.

O locutor de rádio, apresentador e filho de Júlia Pinheiro,  anfitriã das manhãs da SIC, começa por explicar que não entende as designações  “assumir”, “sair do armário” e outras, porque segundo ele pressupõem um segredo, uma vergonha, “Sempre tive um problema com a expressão “coming out” ou “sair do armário”. O “assumir” também não me cai bem. Acho o “confessar” horrível. Toda esta terminologia pressupõe um segredo; uma vergonha; um pecado escuro e sombrio que deve ser posto de lado a todo o custo.”.

Relembra que aos 19 anos o medo da rejeição tomou conta de si e por isso foi “lavado em lágrimas” que contou aos pais, “Foi assim que cresci até aos 19 anos quando acabei por contar aos meus pais, lavado em lágrimas, cheio de medo de rejeição e com uma sensação de perigo iminente, que “gostava de rapazes”. 

Rui conta que apesar de ter tido todo o apoio dos pais desde sempre, até à revelação o processo é doloroso e deixa marcas profundas, “Há muita solidão neste processo. Não é simples e deixa nódoas na alma durante anos.No meu caso, tenho a sorte de viver rodeado de pessoas que me amam. E de ter nascido de pais que são inteligentes, sensíveis e com a noção do que é gostar.”

O locutor e apresentador alerta também para a discriminação e ódio que ainda existe sobre o assunto e que todos os dias é confrontado com situações e histórias de pessoas que vivem com medo e infelizes.

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