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Rita Marrafa de Carvalho revela que viveu relação tóxica: “Tenho nojo de banhas…”

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“Deste tipo de violência poucos falam. Poucos confessam. Poucos partilham…”, declarou a jornalista…

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Rita Marrafa de Carvalho | Facebook

Rita Marrafa de Carvalho recorreu às redes sociais na manhã desta sexta-feira, 4 de junho, para revelar que viveu uma relação tóxica, e que sofreu durante um ano e meio de “um tipo de violência que não se vê na pele. Não se prova a olho. Não se fotografa numa esquadra e não se mede em tribunal. Há um género de violência que não é crime, que não condena ninguém, que não está inscrita no Código de Processo Penal”.

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A jornalista da RTP começa por escrever que decidiu, agora, expor o seu caso pessoal para consciencializar mais pessoas para o fenómeno do “bodyshaming” e do “bullying” nas relações: “Pensei muito para, depois, deixar de pensar demasiado. E escrever. Por mim e por todas as mulheres. Pela minha filha. E por ti”, começa por escrever.

No texto, que está a receber muitos elogios nas redes sociais, Rita Marrafa de Carvalho relata um episódio que viveu com essa pessoa na praia que, para si, foi o ponto de não retorno: “Quando na praia, sentados na areia, com a brisa quente de julho, olhando os outros corpos que desfilavam molhados, me disse “𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒏𝒐𝒋𝒐 𝒅𝒆 𝒃𝒂𝒏𝒉𝒂𝒔”. Gelei por dentro. “𝑺𝒊𝒏𝒕𝒐 𝒏𝒐𝒋𝒐 𝒅𝒆 𝒈𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒈𝒐𝒓𝒅𝒂”. Semicerrei os olhos: “𝑻𝒂𝒎𝒃é𝒎 𝒕𝒆𝒏𝒉𝒐 𝒐 𝒒𝒖𝒆 𝒄𝒉𝒂𝒎𝒂𝒔 𝒅𝒆 𝒃𝒂𝒏𝒉𝒂𝒔. 𝑰𝒏𝒄𝒐𝒎𝒐𝒅𝒂-𝒕𝒆?”…”, pode ler-se.

“Sem respirar fundo ou equacionar que o peso das palavras têm a velocidade de um cometa e o poder destrutivo de um governo de Trump, respondeu com rapidez “𝒔𝒊𝒎, 𝒊𝒏𝒄𝒐𝒎𝒐𝒅𝒂”. Comecei a flectir as pernas para dali sair enquanto ouvia “𝒔𝒂𝒃𝒆𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒕𝒆𝒏𝒔 𝒑𝒆𝒔𝒐 𝒂 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒆 𝒏ã𝒐 𝒕𝒆 𝒕𝒆𝒏𝒔 𝒆𝒔𝒇𝒐𝒓ç𝒂𝒅𝒐”. Sacudi a areia das nádegas enquanto ouvia “𝒔𝒂𝒃𝒆𝒔 𝒒𝒖𝒆 𝒕𝒆 𝒂𝒎𝒐 𝒎𝒂𝒔 𝒏ã𝒐 𝒎𝒆 𝒔𝒊𝒏𝒕𝒐 𝒃𝒆𝒎 𝒄𝒐𝒎 𝒐 𝒕𝒆𝒖 𝒑𝒆𝒔𝒐”. Peguei na toalha, vesti a t-shirt S e os calções M, enquanto ouvia “𝒗𝒂𝒊𝒔-𝒕𝒆 𝒆𝒎𝒃𝒐𝒓𝒂? 𝑯á 𝒂𝒔𝒔𝒖𝒏𝒕𝒐𝒔 𝒕𝒂𝒃𝒖? 𝑵ã𝒐 𝒔𝒆 𝒑𝒐𝒅𝒆 𝒇𝒂𝒍𝒂𝒓 𝒅𝒐 𝒑𝒆𝒔𝒐? 𝑵ã𝒐 𝒕𝒆𝒏𝒔 𝒆𝒔𝒑𝒆𝒍𝒉𝒐𝒔?”. Coloquei os óculos escuros, e do alto dos meu metro e 65 e 63 quilos respondi “𝑺𝒊𝒎. 𝑵ã𝒐 𝒎𝒆 𝒔𝒊𝒏𝒕𝒐 𝒃𝒆𝒎 𝒂𝒐 𝒑é 𝒅𝒆 𝒕𝒊.””, revela ainda a jornalista.

“Nesse dia, soube, claramente, que a toxicidade daquela pessoa transbordava o seu próprio corpo, aspirava o ar circundante, condensava-se em seu redor. Nesse dia, não havia mais sorrisos para lhe dar. Não havia nada para oferecer”, revela ainda Rita Marrafa de Carvalho.

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A jornalista esta a receber forte apoio nas redes sociais, onde a publicação já tem mais 4.000 interações: “Tocou na ferida de muitas mulheres. Obrigada por partilhar. Beijinho” ou “Já por lá passei. Revi-me no texto da Rita. Obrigada pela partilha! Pode ser que, devagar, se vão abanando estas crenças e posturas.”, são apenas alguns exemplos.

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