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Resgate na Tailândia: o menino refugiado que foi decisivo para o salvamento

Um menino refugiado, nascido em Mianmar, resgatado dramaticamente da caverna tailandesa juntamente com os seus colegas de equipa, e o seu treinador, está a ser elogiado pelo seu papel decisivo para o sucesso da missão, já que era o único que conseguiu comunicar com os mergulhadores britânicos, porque sabe falar inglês.

Adul Sam-on, de 14 anos, foi capaz de falar em nome do grupo de 12 meninos e seu técnico, de 25 anos, e desempenhou um papel decisivo no resgate da equipa após ficarem presos no subsolo por mais de duas semanas.

O resgate terminou finalmente na terça-feira quando os últimos quatro meninos e o seu treinador saíram da gruta.


As habilidades de inglês de Adul são especialmente impressionantes porque ele vem de um país onde menos de um terço da população fala a língua.

Os videos de ontem mostraram vários dos meninos no hospital, em quarentena e usando máscaras, mas aparentemente já de boa saúde enquanto acenam para as câmaras.

Adul foi ouvido num vídeo transmitido para todo o mundo, antes de perguntar aos mergulhadores: ‘Que dia é hoje?’ e dizendo-lhes que o grupo estava com fome.

A Marinha tailandesa partilhou esta quarta-feira um video com imagens inéditas do resgate para retirar os 12 jovens e o seu treinador, que estiveram presos na gruta em Tham Luang, durante 18 dias.

No video é possível perceber a complexidade da operação, e todo o equipamento necessário, e ainda como foram transportados sobreviventes, deitados numa maca.

Os 12 rapazes e o treinador, de 25 anos, foram retirados da gruta com sucesso.

Veja as imagens:

Os médicos do hospital da província de Chiang Rai actualizaram hoje as informações sobre o estado de saúde dos resgatados da caverna:

“O estado de saúde de todos é bom…”.

Os 12 meninos e o treinador de futebol resgatados com vida de uma caverna na Tailândia “não correm risco de vida”, revelou a equipa do hospital de Chiang Rai, para onde foram transferidos.

Durante as mais de duas semanas em que este tiveram presos na gruta, sem acesso à luz ou a comida, o grupo perdeu peso (dois quilos, em média), e alguns contraíram leves quadros de pneumonia, informou um dos médicos responsáveis em conferência de imprensa.

Hoje foram reveladas as primeiras imagens captadas no hospital onde as crianças podem ser vistas a acenar e a sorrir para as câmaras, e com os familiares por perto:

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