Segue-nos

Familia

Reacção de mulher ao choro de bebé em avião ficou viral, e pelos melhores motivos

Publicado

em

Por

Todos nós já passámos por isto: um bebé a chorar, ao nosso lado, num transporte público e uma sensação de incapacidade que chega a ser angustiante, esquecendo-nos que, muitas vezes, esta mãe ou este pai podem, simplesmente, precisar de ajuda.

Kesha Bernard é mãe e estava a viajar de Seattle para Denver, nos Estados Unidos, no passado dia 29 de julho, quando se apercebeu do desespero de uma mãe que viajava com três crianças e das suas tentativas – frustradas! – em conseguir mantê-las felizes e em silêncio. Nenhuma das três crianças parava quieta, principalmente a de três anos, uma autêntica rebelde!

Para piorar o cenário: a partida atrasou, encurtando as pequenas doses de paciência que ainda restavam entre os passageiros e provocando um estado de mau-humor generalizado.

Kesha Bernard não aguentou ver a mulher a braços com três crianças (super!) irrequietas e decidiu ajudar, especialmente depois de ter testemunhado uma atitude menos digna de um dos passageiros para com esta pobre mulher…

Kesha foi ter com a mulher e ofereceu-lhe aquilo que todos os passageiros presentes naquele avião pareciam ter esquecido: compaixão!

Depois de ter partilhado a história no Facebook, o seu post ficou viral, tendo ganho cerca de 193 gostos e mais de cem partilhas.

Para alem de ser uma alma carinhosa, Kesha é fotógrafa e tem dois filhos, ela própria.

Lê a história abaixo e partilha-a com quem quiseres!

“Aqui estou eu, de férias e sem os meus filhos (sim, sou mãe e adoro os meus filhos, mas, por vezes, precisamos de uma pausa, para não endoidecermos) e estou com um bebe ao colo. Porquê? Porque sou um ser humano, com sentimentos. Vocês que estão aí, escutem: é preciso uma cidade inteira para educar crianças, certo? Sei do que falo, porque sou mãe de uma criança com três anos e de outra com 4. E sei bem que as crianças conseguem ser, por vezes, autênticas pestes! Então, vou explicar o que aconteceu…

Entrei no avião das 5h45 de com destino a Seattle, um 647, da Alaskan Airlines, e sentei-me no lugar que me estava destinado, o lugar do meio (sim, esse que ninguém quer!). Mas bom… é apenas um lugar. Assim que me sentei, começaram os avisos de que a partida ia demorar por causa de uns problemas relacionados com o peso que o avião transportava… E aí foi instantâneo: o ar entediante dos passageiros pirou e começaram todos a refilar.

Para piorar as coisas, um bebe começa a chorar! (oh que horror não é?) Quase todos os passageiros começam a suspirar e a olhar de lado para a mãe desta criança…. Eis senão quando oiço outras duas crianças a chorarem também… (wow…!) Eu tenho dois filhos e, portanto, estou habituada a este choro, mas não consigo ficar indiferente… Olho para o lugar de onde vinham os choros e vejo que esta mãe está em completo desespero com a birra em estéreo que decidiram fazer por causa dos cintos de segurança. (Sim, as crianças têm estas birras estúpidas…) Talvez fosse capaz de ignorar, sim, e ficar sossegada no meu canto, sem me aborrecer… Mas não consigo, é superior a mim!

Vejo uma mulher refilar com esta mãe – que está sozinha com três crianças! – para que a criança pare de pontapear as costas do lugar onde está sentada… E oiço a mãe ripostar: “Ela tem apenas três anos, nem acredito que fez isso!” Aparentemente, a resposta surgiu na sequência do ato menos louvável da majestosa senhora ter agarrado a perna da criança para que parasse de a pontapear. Enquanto isto acontecia, a assistente de bordo permanecia ali, parada, sem fazer nada! O homem que estava sentado ao meu lado referia: “É óbvio que a educação desta criança não é das melhores…” Ao que eu respondi: “Ela, provavelmente, não é capaz de fazer nada… Perante uma birra destas, o que é que se pode fazer?” Bom… Voltando à senhora que estava lá atrás…

Estamos num avião cheio de gente… Estou parada há 15 minutos e não há uma única alminha capaz de ajudar? Estou rodeada de ‘adultos responsáveis’, certo? Errado! A única coisa que vejo quando olho em meu redor são pessoas com um ar entediado, a refilarem e a olharem de lado para esta mulher – repito! – sozinha com três filhos… Vejo, inclusive, uma mulher a colocar as mãos nos ouvidos e a fazer um ar de criticar brutal… Minha senhora, está a brincar comigo?!

Portanto, sendo eu uma alma caridosa, não consigo deixar que esta mulher tenha aqui um colapso sozinha… E, deixem-me que vos diga, ela está super calma… Se fosse eu, tinha desatado a chorar, ela está a ser super forte! Levanto-me, dirijo-me ao lugar onde se encontra e pergunto se quer ajuda (aparentemente, isso é de uma dificuldade atroz!). Ela entregou-me, de imediato, o bebe – como quem diz ‘Obrigada, meu Deus! – e, assim que me sento com o bebe ao colo, o choro pára! Quando o avião se prepara para levantar voo, o bebe cai num sono profundo… É quase um milagre!

O meu ponto de vista? Tenham mais compaixão e saibam colocar-se no lugar da outra pessoa. Se alguém precisa de ajuda, ajudem, por favor! Refilar e atirar olhares de critica não adianta de nada e faz, unicamente, com que a pessoa se sinta pior e a situação fique ainda mais descontrolada! E, voltando ao caso concreto desta senhora… cresçam! Porque não são só os olhares de reprovação, é a atitude geral… Tenham vergonha! Não vão morrer por serem seres humanos mais sensíveis e daqueles que se preocupam… Nota: Não aceito pedidos de amizade pessoais, mas se quiserem fazer like no meu perfil profissional, estão à vontade!”

COMENTÁRIOS

Recomendamos




Recomendamos




TRENDING