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Animais

Presidente da Coreia do Sul adota cão resgatado dos mercados de carne

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Na passada quarta-feira, dia 26 de julho, o recém-eleito Presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-In, adotou um cão destinado ao comércio da carne, passando, assim, uma mensagem de amor aos animais naquele país, onde tradicionalmente os cães são abatidos para consumo doméstico.

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Tory, o cão de 4 anos adotado agora pelo representante do país, foi retirado de uma associação que salva animais em perigo e abandonados, em todo o país, a Coexistence of Animal Rights on Earth (CARE).

O pequeno cão foi retirado de uma quinta onde se praticava comércio de carne, pela CARE, há dois anos, mas estava com dificuldades em encontrar um lar seguro, devido a superstições relacionadas cor a escura do seu pelo, segundo conta o jornal Yonhap News. Tory será, assim, o primeiro ‘cão oficial do país’.

Na página oficial da residência do Presidente, no Facebook, a Blue House, uma publicação recente mostra o pequeno Tory a ser entregue ao representante do país com toda a pompa e circunstância.

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Uma atitude que em muito contrasta com a sua antecessora, Park Geun-hye, duramente criticada por ter abandonado os seus 9 cães Jindo, quando foi obrigada a abandonar a residência oficial da Presidência por ter sido descoberta em esquemas de corrupção, segundo conta o Korean Herald.

Infelizmente, o abandono animal está longe de ser um problema com solução à vista. “Por ano, cerca de um milhão de animais encontra um lar, mas 300 mil continuam a ser abandonados. Precisamos de cuidar melhor dos nossos animais e tomá-los como parte integrante da nossa sociedade”, lê-se no post oficial divulgado no Facebook pela residência da Presidência. Em 2015, o número de animais abandonados foi estimado em 800 mil.

Com esta adoção de Tory a servir como projeto piloto, os protetores dos animais acreditam que o cenário tem tendência a melhorar e que o agora eleito Presidente cumpra algumas das promessas que fez, nomeadamente a de criar jardins específicos para que os cães possam brincar na rua e infraestruturas onde cães e gatos possam ser alimentados, conforme conta o Korean Herald.

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Durante a sua campanha, no início de 2017, Moon Jae-In prometeu fazer da Coreia do Sul um lugar onde animais e humanos pudessem conviver de forma mais harmoniosa. Contudo, não conseguiu travar o comércio da carne com estes animais por completo. As várias entidades protetoras dos animais têm esperança, contudo, que o alcance desse objetivo esteja para breve.

O Presidente Moon Jae-In tem plena consciência das campanhas que se fazem um pouco por todo o mundo para que se consiga travar o comércio da carne com cães, refere ao The Dodo Gina Boehler, directora da Korean K9 Rescue, uma organização que salva cães do comércio da carne em todo o mundo. Temos a certeza de que, com o tempo, a criação de cães para consumo vai ser travada, este presidente vai consegui-lo, ele tem poder para isso”, continua.

Em algumas partes da Coreia do Sul, o consumo de carne de cão é considerado uma iguaria sazonal. Há, inclusive, uma crença antiga que refere que, se for preparada convenientemente, a carne de cão contém propriedades medicinais especiais e benéficas.

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Atualmente, não há qualquer tipo de lei que restrinja a criação e o consumo de carna de cão no país. Anualmente, são abatidos entre 2,5 a 10 milhões de cães todos os anos para consumo. Em todo o país, estima-se que existam cerca de 17 mil quintas de comércio de carne de cão. A adoção de Tory surge na época de maior consumo de carne de cão, uma época tradicional denominada ‘Bok nal’.

Independentemente daquilo que o futuro próximo reserva, há já uma certeza: a adoção de Tory veio melhorar bastante a forma como os cães são vistos na Coreia do Sul.

Espero que a adoção de Tory pelo Presidente Moon Jae-In transmite a mensagem de que os cães são animais de estimação”, acrescenta Gina Boehler em entrevista ao The Dodo. “Espero que esta atitude mude mentalidades e que as pessoas passem a ter mais compaixão pelos cães”, finaliza.

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