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Pedro Crispim recorda ataques de bullying na infância: “O motor era verem-me no chão…”
Pedro Crispim abriu o coração numa conversa intimista com Júlia Pinheiro…
Esta quarta-feira, dia 10 de novembro, Júlia Pinheiro recebeu Pedro Crispim no programa ‘Júlia’ para uma conversa intimista no mês em que o stylist celebra 43 anos de vida, como tinha previamente anunciado nas suas redes sociais.
A dada altura da conversa, Pedro Crispim recordou o bullying que sofreu em criança e detalhou alguns episódios que sofreu na pele, como ficar atado a uma árvore o dia inteiro: “Esse tipo de situações aconteceram várias, essa foi só uma delas. Era um ataque continuado, o atar-me à árvore, fazerem um corredor e me baterem até eu cair ao chão“.
“O motor era verem-me no chão, esse era o objetivo, acima de tudo porque me estranhavam, porque eu me mexia e falava de uma maneira diferente da deles. E, como tal, achavam que o que é diferente não faz parte. Como eu costumo dizer até em tom de brincadeira, eu acumulava dois G’s: era gordo e era gay“, desabafou.
Fruto da infância marcada pelos ataques de bullying, Pedro Crispim confidenciou que a sua vida social “era complicada, não existia” e partilhou de que maneira os seus pais ficaram a par do que este sofria: “Até determinada altura contei [aos meus pais], até porque eu chegava a casa com algumas marcas e era complicado fugir delas, eu tentava mas não dava“.
Contudo, à medida que foi crescendo, Pedro Crispim deixou de contar o que se passava com o intuito de proteger os pais: “Eu só estava a levá-los para uma situação que os deixava frágeis e eu via que os meus pais sofriam muito com o que me acontecia“.
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