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Pedro Chagas Freitas sai em defesa dos Anjos: “O que estão a fazer-lhes agora é bullying…”

O escritor considerou que os dois cantores “não tiveram capacidade de se rir de si mesmos”, no entanto criticou o ‘linchamento’ público…

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Reproduções Facebook e Instagram

Pedro Chagas Freitas usou a sua conta de Instagram na manhã desta terça-feira, 5 de agosto, para partilhar um texto sobre a dupla Anjos, que nos últimos tempos tem sido notícia na imprensa devido ao processo que instaurou contra Joana Marques, a quem exige um milhão de euros.

Nelson e Sérgio Rosado já foram ouvidos em tribunal, bem como Joana Marques, os advogados de ambos e ainda as testemunhas, no entanto não foi ainda conhecida a sentença final.

Apesar de já se ter pronunciado sobre o caso, Pedro Chagas Freitas decidiu insurgir-se novamente e começou por deixar uma reflexão sobre o facto dos dois cantores terem ficado magoados com o vídeo satírico partilhado por Joana Marques, que deu aso a todo o processo.

“Todos estivemos — no recreio, na sala de aula, na empresa — onde eles estiveram: a sentir que nos gozam, que nos desvalorizam, que fazem troça do que é, para nós, uma vida inteira de trabalho. Ninguém gosta que aquilo que levámos anos a construir com unhas, suor e melodia se torne num sketch de um minuto e meio. Quando se está magoado, o ridículo torna-se sagrado”, começou por escrever.

Sobre a atitude dos dois irmãos, Pedro Chagas Freitas também deu o seu parecer, considerando que o que algumas pessoas estão a fazer nos últimos meses “é bullying“: “O que os Anjos fizeram — processar quem os magoou — não é nobre, não é bonito. Não deixa de ser humano. É legítimo no código dos ofendidos. A raiva é uma linguagem. Nesse idioma, a vingança é coerente, é o remédio fácil. Todos já engolimos esse remédio. O que estão a fazer-lhes agora é outra coisa: é bullying que vem dos polegares, é a matilha a farejar sangue, a decidir que está autorizada a devorar. Não querem defender a liberdade de expressão; querem sentir-se melhores quando destroem. Rir de quem caiu é, para muitos, a única forma de se sentirem de pé”, deu conta.

No final, o escritor deixou um apelo aos seguidores, para que tenham empatia por Nelson e Sérgio Rosado, reforçando contudo que ambos apenas se “levaram demasiado a sério” e ainda que “não tiveram capacidade de se rir de si mesmos”.

“O Sérgio e o Nelson parecem boas pessoas, de verdade. Temos de voltar a vê-los assim, é urgente voltar a posicioná-los assim: como pessoas que se sentiram feridas, que tentaram reagir como souberam, ou como não souberam controlar. Reagiram ao desconforto de serem postos em causa, levaram-se demasiado a sério, não tiveram capacidade de se rir de si mesmos. Quantas vezes também fomos assim na nossa vida? A empatia, muito citada e pouco praticada, serve para saber que todos temos os nossos ridículos. Do ridículo à mágoa vai um passo curto. Não precisamos de gostar do que fizeram. Também não precisamos de linchá-los. Isso não tem piada nenhuma. É a maldade a fazer de conta que é o karma”, lê-se.

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