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Pedro Chagas Freitas deixa recado aos “pais que vão ver jogos dos filhos”: “Não precisam que gritem…”
Pedro Chagas Freitas partilhou a “dica” nas suas redes sociais…
Pedro Chagas Freitas recorreu ao seu Instagram este domingo, 22 de fevereiro, para deixar uma mensagem aos “pais que vão ver os jogos dos filhos”.
O escritor começou por escrever: “Para os pais que vão ver os jogos dos filhos. Queridos pais. Antes de mais, deixo-vos os parabéns: estão presentes, acompanham os vossos meninos, as vossas meninas. Quando eu era criança, era eu que estava lá em campo e tinha os meus pais na bancada em todos os jogos. Fosse onde fosse. Era tão feliz sempre que entrava e os via lá. Sentia-me amado, seguro, apaixonado por quem estava apaixonado por mim. Todas as crianças são apaixonadas pelos pais que as amam. Que emocionante é ser o filho dos nossos pais”.
“Mas não esqueçam: os vossos filhos não precisam que gritem. Não precisam que deem instruções da bancada, não precisam que critiquem o treinador. Precisam que estejam lá. Precisam que sejam na bancada o que precisam que sejam na vida: pais. É essa a vossa função. Não é coisa pouca”, acrescentou.
Pedro Chagas Freitas reforçou: “Educar é sempre pelo exemplo. Não há outra maneira. Se uma criança vê o pai levantar-se e a insultar um árbitro, aprenderá que a agressividade é um caminho. Se ouve a mãe a criticar o treinador, concluirá que a autoridade é algo que pode ser colocado em causa. O futebol infantil não tem de ser sobre táticas, resultados; tem de ser sobre aprender a ser uma pessoa melhor. Não olhem para os vossos filhos como olham para o Cristiano Ronaldo. Eles estão ali para brincar com uma bola, para rir, para viver; não estão ali para garantir o sustento da família daqui a vinte anos”.
“Uma bancada de um jogo de crianças não pode ser um púlpito de raiva; tem de ser uma fábrica de empatia. Ali, o jogo não vos pertence; pertence aos vossos filhos. Um jogo de crianças é uma metáfora da vida: é correr, tentar, falhar, rir, cair, levantar-se, voltar a cair, voltar a rir, voltar a tentar. A melhor herança que podem dar é mostrar-lhes como se lida com isso com dignidade”, prosseguiu.
O escritor acrescentou: “Silêncio pode ser amor. Um aplauso pode ser tudo. Um abraço depois do jogo vale mais do que qualquer instrução gritada. Era isso o que eu tinha do meu pai, da minha mãe, sempre que saía do jogo. O espaço para o abraço mesmo depois da derrota, mesmo depois do jogo mau. Sejam pais. O futebol agradece. A vida, e o futuro, deles agradece ainda mais”.
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