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“Nó na garganta…”: Tânia Laranjo comenta morte da bebé esquecida em carrinha de creche
Tânia Laranjo manifestou-se sobre a morte de Sofia nas redes sociais…
Tânia Laranjo recorreu à rede social Facebook este domingo, 26 de julho, para comentar a morte de Sofia, uma bebé de 18 meses que ficou esquecida numa carrinha de uma creche, em Almada.
A jornalista da CMTV destacou uma declaração da funcionária, em que se pode ler “trocaram-me as rotinas e matei uma bebé por causa disso”, e escreveu: “Saí daquela reportagem com um nó na garganta. Não foi a primeira vez que estive perante a dor. Mas há dores que não ficam no local onde aconteceram. Vêm connosco para casa. Desde então, há uma pergunta que não me larga: e se fosse eu?”
“É inevitável querer encontrar uma explicação. É quase automático procurar um culpado. Talvez porque acreditar que isto só acontece aos outros nos dê uma falsa sensação de segurança. Mas a vida tem uma forma cruel de nos lembrar que somos humanos. E ser humano é, por vezes, falhar onde jurávamos que nunca falharíamos”, acrescentou.
Tânia Laranjo prosseguiu: “Isto não diminui a dimensão da tragédia. Não apaga a responsabilidade. Muito menos a ausência da Sofia ou a dor insuportável dos pais e dos avós. Há perdas que não têm nome”.
“O que me inquieta é outra coisa. A facilidade com que julgamos sem nos permitirmos um único instante de dúvida. Sem nos perguntarmos se, por trás daquilo que hoje condenamos, pode existir uma fragilidade que também é nossa”, pode ler-se.
Tãnia Laranjo terminou: “No fim, fiquei apenas com esta pergunta. E talvez ela seja mais difícil do que qualquer resposta: e se fosse eu?”
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