Familia

Nasceu às 21 semanas de gravidez, e é a bebé “mais prematura de sempre”

Contra todas as expectativas, esta “bebé milagre”, como lhe chamam, está viva e bem de saúde, e tem uma história de vida única.

Às 21 semanas, a filha de Courtney Stensrud nasceu com apenas 400 gramas. Quando nasceu, os médicos disseram que não havia muito a fazer pela menina… Mas a mãe quis tentar de tudo e – contra todas as expectativas – resistiu ao procedimento de reanimação e a menina sobreviveu!

Segundo o jornal Today, a mãe entrou em trabalho de parto, depois de uma rutura prematura das membranas, assim como uma infeção intra-amoniótica, que obrigava a que a bebe fosse retirada, nascendo, assim, em julho, quando o parto estava previsto para novembro.

Segundo as ultimas estatísticas, os bebés nascidos antes das 22 semanas, não sobrevivem. Segundo a organização American Academy of Pediatrics, pode ser “inútil reanimar um bebé que tem poucas hipóteses de sobrevivência e numa fase tão prematura de desenvolvimento”.

Mas os médicos acederam ao pedido da mãe e procederam ao processo de reanimação. Colocaram-na num local quente, onde foi submetida a uma sobrecarga, até ouvirem o bater do coração. Em seguida, inseriram tubos de respiração e começaram a fornecer-lhe oxigénio. A pele passou de roxa a rosada.

A bebé era tão pequena que, mesmo após três semanas nos Cuidados Intensivos Neo-Natais, a aliança de casamento da mãe cabia no seu pequeno bracinho, passando por ele… Depois de quatro meses no hospital, a bebe veio finalmente para casa! A menina – cujo nome os pais preferem não revelar – tem, hoje, três anos e é, assim, a mais nova prematura a sobreviver, até então.

O médico Kaashif Ahmad, do hospital Pediatrix Medical Group, na Florida, Estados Unidos, conheceu a mãe na sala de partos, pouco tempo depois de ter dado à luz. Em declarações à CNN refere: “Temos de ter cuidado com as generalizações, em casos como este, porque pode muito bem tratar-se de um caso único. Não o devemos esperar com outros bebes.”

O mesmo médico avisou a mãe que, com esta idade, é pouco provável que os bebes prematuros sobrevivam, devido ao seu frágil estado de desenvolvimento. Mesmo sobrevivendo, podem ficar com sequelas, como paralisia cerebral, perda de visão e dificuldades motoras.

A menina em causa não tem, até agora, qualquer problema destes e está, segundo as estimativas, bem em termos de saúde e de desenvolvimento.

A mãe quer que o seu caso sirva de inspiração a outras mães a lutaram sempre pela vida dos seus filhos, mesmo contra todas as expectativas!

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