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Big Brother

Na ‘Curva da Vida’, Daniela Santos recorda detenção e morte do pai: “Foi preso à minha frente…”

Daniela Santos partilhou a ‘Curva da Vida’ na gala deste domingo do Big Brother Verão…

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em

Reprodução TVI

A gala do Big Brother Verão transmitida na noite deste domingo, 20 de julho, contou com a partilha da ‘Curva da Vida’ de Daniela Santos, que abriu o coração e revelou os momentos mais marcantes da sua vida até ao momento.

A bailarina nasceu e cresceu em Alcoentre, onde foi uma “criança muito feliz” até aos seus 8 anos: “Um dia íamos para a praia, eu, a minha irmã, a minha mãe e o meu pai, e o meu pai deixou de sentir a perna e foi de urgência para o hospital e foi-lhe amputada uma perna. Mas como se isto não fosse suficiente, uma semana depois, quando entrei em casa, aliás quando toquei à campainha, quem me abriu a porta foram dois homens que eu não conhecia de lado nenhum. Era uma rusga e o meu pai foi preso à minha frente“, contou.

Por ter assistido à detenção do pai, Daniela relatou: “E dos 8 aos 12 anos, eu cresci numa cadeia, a ir visitar o meu pai. Na escola, os pais das crianças não queriam que elas se dessem comigo, porque eu era filha de um preso“. Quando tinha 10 anos, foi estudar “para longe de casa“, nas Caldas da Rainha, “e ali podia não ser prejudicada pelos erros que não eram meus“.

Até que, aos 12 anos, há um dia que eu perco o autocarro e quem me vem buscar foi a minha mãe e o meu pai. O meu pai saiu neste dia da cadeia. Senti estranheza só. E como é que passados quase quatro anos se regressa a casa e se tenta recuperar tudo o que se perdeu“, explicou.

Com o regresso do pai a casa, Daniela desabou em lágrimas ao recordar: “O meu pai entra em depressão e, aos 14 anos, o meu pai suicidou-se. O meu pai enforcou-se no quarto. Neste dia, é o abraço que eu mais me lembro entre mim e a minha irmã“.

Dois anos depois da morte do pai, Daniela faz o “primeiro grande trabalho no mundo da dança“, o Parque Mayer, aos seus 16 anos: “Eu percebi que o meu sítio era ali. Nesta altura, foi quando eu tive o meu primeiro amor. Era do mundo da dança e fomos o primeiro um do outro. Foi quando eu fiz parte da primeira seleção nacional, quando eu tenho o maior reconhecimento, eu vejo esta fase como uma fase feliz“.

Aos 18 anos, Daniela foi “viver para Lisboa” e entra como bailarina na primeira edição do ‘Dança com as Estrelas’, programa da TVI, em 2013: “Era o meu sonho, foi talvez uma das fases mais felizes da minha vida. Nesta altura, acabam por me conseguir prejudicar, eu não sou chamada para a segunda edição do ‘Dança com as Estrelas’ e fiquei sem nada. Fiquei sem casa, sem trabalho, eu vi-me perdida. Eu fui tirar uma especialização em apresentadora de televisão e, para conseguir tirar este curso, eu vivia assim: sem casa“, adiantou.

Nesta altura, Daniela conhece, aos 23 anos, aquele que considera o homem da sua vida: “Está na minha vida há 11. Ele costumava brincar e dizer que eu estava no lixo e juntos metemo-nos no luxo. Foi quem percebeu que eu era um diamante por lapidar. E eu achei que então era o momento certo de ter um filho“.

Santiago, filho de Daniela, nasce nessa altura, mas a relação que a bailarina tinha chega ao fim: “Quando o meu filho tinha 1 mês e meio, nós separámo-nos. Quando uma mulher acaba de ter um filho, quer sentir-se mulher. E quando se fica sozinha, a recuperar fisicamente, o psicológico, por mais forte que seja, não dá. E eu duvidei de mim enquanto mulher. E para mim, foi a maior derrota da minha vida. Perdi a autoestima. Aprendi a lidar com isso, então regresso ao ‘Dança com as Estrelas’, em 2018, para provar que estou mais madura e que já não sou fascinada com nada. E consegui“.

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