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Menino autista que pediu à mãe para morrer, está a ser inundado com presentes de todo o mundo

“As pessoas, de todos os lugares do mundo, adoram-me, não é mamã?”, disse ele…

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Este é o momento-chave, em que centenas de pessoas se apressaram a socorrer um menino de oito anos que ia cometer um suicídio…

Jack Rogan, autista, chegou a dizer frases de cortar o coração como: “Por favor, perdoem-me” ou “queimem-me vivo”, antes de se tentar matar com tesouras.

A mãe, Kerry Linnell, de 43 anos, de Dovecot, em Liverpool, Reino Unido, levou-o de imediato para o hospital Alder Hey Children’s Hospital, depois do incidente, mas não havia camas disponíveis.

Jack, que diz não ser uma criança “normal” e a sua mãe estão, desde então, à espera de tratamento. Já passaram 7 semanas…

Depois de publicarem a sua frágil situação no Facebook, a mãe contou ao jornal Echo que foram literalmente ‘inundados’ com centenas de postais e presentes de apoio!

“Depois de publicar a nossa história no Facebook, recebi 100 postais e 30 presentes – alguns de lugares como a Nova Zelândia!”, explica a mãe.

“Ele pensa que ninguém gosta dele ou se preocupa com ele, mas depois disto disse-me: ‘Acho que subi assim um bocadinho a minha consideração em achar que devo estar aqui…’ E depois acrescentou: ‘As pessoas, de todos os lugares do mundo, adoram-me, não é mamã?’”

A mãe enviou um pequeno filme para a redação do jornal Echo, em forma de agradecimento a todas as pessoas que o apoiaram e o ajudaram a elevar o espírito.

No vídeo, é possível ver-se Jack a abrir um presente e a gritar: “Conseguiu o jackpot!”, antes de olhar para a câmara e de agradecer a todos aqueles que se preocuparam com ele e que entraram em contacto com ele.

Nas redes sociais, foram divulgadas centenas de mensagens de apoio, a relembra-lo o quão especial ele é.

Uma dessas mensagens veio de Louise Abbott: “Jack, és um rapaz maravilhoso. Todos nós temos preocupações, uns mais do que outros, mas é isso que faz de nós pessoas especiais. Estás rodeado de amor, especialmente da tua mãe maravilhosa, Kerry. Outras pessoas, que estão cá fora, também te acham um rapaz fantástico e adorariam ter-te como amigo. A tua mãe é o teu melhor remédio: fala com ela, chora com ela. És verdadeiramente amado e espero que recebas todo o apoio que verdadeiramente mereces. Continua a sorrir, rapaz, e vai mantendo-nos informado da tua jornada. Quando te sentires em baixo, pensa que há pessoas que te consideram especial e que eu sou uma delas. Fica bem.”

Outro comentário partiu de um utilizador com o nome Shanksalot: “Não faz não seres normal, amigo. Há milhões de pessoas, em todo o mundo, que, definitivamente, não são normais. Mas é isso que torna o mundo um lugar mais interessante para se viver. Somos todos diferentes uns dos outros, cada um à nossa maneira. Todos nós temos momentos de força e momentos de fraqueza. Mas já imaginaste se todos fizéssemos o mesmo? Se te sentes diferente de todas as outras pessoas, tenta abraçar isso, porque é algo do qual te podes orgulhar.”

Entretanto, um porta-voz do hospital referiu:

“O Hospital Alder Hey está encarregue de providenciar, a um paciente internado, que tenha menos de 13 anos, todas as condições mentais, por mais complexas que sejam. A nossa unidade Dewi Jones, especializada em cuidados mentais, está situada em Waterloo, é uma das únicas seis unidades dedicadas exclusivamente a cuidados de saúde mental, em todo o país. Temos sete camas em toda a unidade, que estão reservadas ao corpo governamental. Há uma grande procura para cuidados pediátricos a nível mental e temos uma grande dificuldade em satisfazer todas as necessidades. Estamos em conversações com o governo para que possamos acelerar o processo. Há uma lista de espera grande e estamos a trabalhar de perto com o governo e com a Liverpool Clinical Commissioning Group, junto com as famílias dos pacientes, para nos assegurarmos que conseguimos prestar todos os cuidados necessários. A nossa prioridade é sempre assegurar-nos que as crianças estão em segurança e que têm cama. Durante o tempo de espera, tentamos providenciar o máximo de condições possível, tanto para os próprios pacientes, como as famílias.”

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