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Menina de 12 anos vitima de bullying suicidou-se. Pais vão processar a escola

O mais importante é falar do que se está a passar e procurar ajuda, junto de quem é próximo e junto de especialistas…

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Os pais de uma menina, vítima de bullying, e que se suicidou, querem processar a jurisdição escolar. O anúncio foi feito pelos próprios, em conferência de imprensa, na passada quinta-feira.

Os pais da menina de 12 anos, Mallory Grossman, que se suicidou recentemente, na sequência do bullying que sofria há meses, querem, então, processar a escola. Vítima de bullying, quer nas redes sociais, quer na própria escola, pelos colegas, Mallory terá posto termo à sua própria vida por sentir uma profunda tristeza, gerada por dezenas de insultos e maus-tratos, conforme refere o advogado da família, Bruce Nagel.

Como conta a People, as mensagens que recebia referiam, com frequência, que Mallory era uma fracassada e deixavam uma sugestão, como explica Bruce Nagel: “Diziam-lhe, há meses, que era uma fracassada e que não tinha amigos nem ninguém que gostasse dela. Mais para o final, chegaram mesmo a dizer: ‘porque não acabas com a tua própria vida?’”

Os pais querem, agora, processar a jurisdição escolar de Rockaway Township, em New Jersey, nos Estados Unidos, onde Mallory se encontrava a frequentar o sexto ano, alegando que nada fizeram para o bullying fosse evitado e que ignoraram todos os sinais que a filha dava, desde outubro do ano passado.

“Vou partir do pressuposto que a escola fez alguma coisa… Mas, perante os factos com que, infelizmente, nos deparamos hoje, também tenho de partir do pressuposto que o que fizeram não foi suficiente”, refere a mãe, Dianne Grossman.

O advogado anunciou, então, que irá entrar com uma ação judicial para processão a jurisdição escolar por negligência. Os pais, ponderam, entretanto, processar alguns dos pais cujos filhos eram os autores das práticas de bullying junto de Mallory.

“Queremos abrir a caixa de Pandora… Queremos saber o que se esconde lá e acabar com tudo isto, para sempre”, diz o advogado. Greg McGann, diretor da jurisdição escolar de Rockaway Township, e Nathanya Simon, advogado da escola optaram por não comentar o caso. Em declarações à Associated Press, Nathanya Simon refere, contudo, que a escola não tem, ainda,a qualquer conhecimento de alguma ação judicial.

Dianne Grossman explica, entretanto, que a filha tinha um círculo de amigos de quem era muito próxima e que sempre foi boa aluna e atleta e que, talvez por isso, tivesse alguém que a invejasse… “Penso que a minha representava um pouco daquilo que eles nunca conseguirão ser…”, refere a mãe, em tom de confidência.
A causa oficial da morte de Mallory não foi, ainda, divulgada, segundo foi diretamente comunicado ao advogado da família pela clínica médica Essex County Medical Examiner, em New Jersey.

Amigos e familiares lembram Mallory como uma menina compassiva, artista e talentosa. “Ela era querida. Ela era inocente. Ela era bonita. Ela era pura”, escreveu a família no seu obituário “O seu estado de espírito lindo e livre vai ficar para sempre connosco para toda a Eternidade.”, finalizaram.

O alerta ao suicídio: Segundo os especialistas, expressar com frequência o desejo de morte, sentir-se demasiado ansioso, não ter esperança, sentir-se um fardo na vida de todos, afastar-se dos outros, sentir estados de humor opostos, como alegria e raiva e ter padrões de sono alterados (como dormir demasiado ou pouco), são sinais preocupantes.

O mais importante é falar do que se está a passar e procurar ajuda, junto de quem é próximo e junto de especialistas.

Em ultimo caso, o Serviço Nacional de Socorro – 112 – é o número que deves ligar se te sentires desta forma ou se alguém que te é próximo se sentir assim.

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