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Menina de 8 anos, maltratada pelos pais, escreve carta emocionada a quem a salvou

Uma menina de 8 anos, salva de uma família que a maltratava, escreveu uma carta amorosa aos assistentes sociais que a resgataram…

Uma menina de 8 anos, salva de uma família que a maltratava, escreveu uma carta amorosa aos assistentes sociais que a resgataram.

“Penso que, se nunca me tivessem salvo, a minha vida seria horrível e solitária. Porque eles nunca me iriam ajudar, nunca me iriam dar comida e ainda me bateriam se eu chorasse. Agora estou muito melhor. Agora tenho um ambiente saudável e feliz”, escreve a menina, num alerta para o abuso de crianças.

Quando tinha apenas 8 meses, Marie foi admitida numa instituição de acolhimento de crianças, a Children’s Healthcare of Atlanta. A menina deu entrada na casa de acolhimento com ferimentos que poderiam, facilmente, ter tido consequências graves para o resto da sua vida, como conta o site Yahoo.

Pesava apenas 6kg e já tinha tido 14 fraturas, incluindo uma fratura de espinha dorsal que a tinha deixado paraplégica. A mãe e o namorado tinham sido, entretanto, presos. Foi colocada, depois, ao cuidado de Michelle Suprenant, que acabou por a adotar.

Apesar de não poder andar, Marie desfrutou de uma vida saudável e feliz, onde se incluíram passeios pela Disney World, aulas de natação, campos de férias, workshops de teatro… Tudo aquilo a que as crianças têm direito!

Hoje, com 10 anos, Marie quer que o mundo saiba que, se não fossem as ‘detetives sociais’ ela não teria tido uma vida tão feliz. Aos 8 anos decidiu escrever uma carta dirigida a quem lhe salvou a vida. A carta foi agora publicada.

“Queridas assistentes sociais e detetives,
Queria agradecer-vos por me terem feito feliz, ao me terem proporcionado um novo ambiente, pleno de segurança e conforto. Agora, tenho uma casa confortável e posso desfrutar de três refeições por dia. Chamo-nos Marie Rose Suprenant. Quando eu era bebe, magoei-me e vocês tomaram conta do meu caso. Quando era pequenina, magoei-me e deixe de poder andar, porque a minha espinha dorsal ficou fraturada e não havida nada que pudesse ser feito. Foi aqui que vocês entraram na minha vida e impediram que os ‘maus da fita’ me voltassem a magoar a mim ou a mais alguém.

Penso que, se não me tivesse salvo, a minha vida seria horrível e solitária. Porque eles nunca me iriam ajudar, nunca me iriam dar comida e ainda me bateriam se eu chorasse. Agora estou muito melhor. Agora tenho um ambiente saudável e feliz. Além disso, estou rodeada de pessoas inteligentes. Agora, a minha vida está muito melhor. A única coisa que me deixa louca é o nosso animal de estimação, a nossa cadela, a Jo. Ela ressona muito alto e parece um velho. Também tenho dois gatos, a Gypsy e o Mr. Fluffy. A Gypsy é toda cinzenta e tem os olhos verdes.

Ela gosta de brincar com fios e com arranhadores para gatos e é muito curiosa, gosta de andar atrás de mim, de um lado para o outro. E o Mr. Fluffy é um gato preto e branco, com os olhos verdes, também. Ele gosta de dormir na sua cadeira da praia, durante todo o dia, das 10h às 17h. Mas está acordado durante a noite. Adoro animais de estimação, porque adoro lagartos. O meu lagarto preferido é o Pogona.

A minha turma tem um, chama-se Mr. Cuddles. Espero que continuem a fazer o que têm feito para que o mundo se torne um lugar melhor e para que as crianças se sintam protegidas. Também espero que, independentemente do caso parecer sério ou não, tentem, pelo menos, ajudar todas as crianças.

Com amor, Marie.”

A mãe, Michelle, partilhou a carta da filha num blog, escrevendo:

“O seu futuro parece promissor e todos sabemos que nada disto seria possível sem o fabuloso trabalho das assistentes sociais e todo o pessoal médico de Atlanta. Obrigada por terem sido o ponto de apoio que esta pequena bebe precisava”, Michelle Surprenant.

Esta é, apenas, a história de Marie, mas há muitas mais, infelizmente, semelhantes a esta.

De acordo com dados do hospital Children’s Healthcare of Atlanta, uma em cada 50 crianças são vítimas de maus tratos e abusos. Por estimativa, uma em cada 10 crianças irá sofrer de abusos sexuais antes de chegar aos 18 anos.

As assistentes sociais fazem um trabalho notável ao protegerem estas crianças e, maior parte das vezes, passa despercebido.

Queres ajudar a Marie? Clica aqui. Partilha esta história e ajuda a que o trabalho das assistentes sociais seja cada vez mais reconhecido!

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