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Maycon Douglas: Autoridades “não têm dúvidas” sobre causa da morte do jovem de 25 anos

A cremação do corpo dá um forte indício de que as autoridades já têm o rumo da investigação bem definido…

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Reproduções | Instagram

Com as cerimónias fúnebres de Maycon Douglas agendadas para este domingo, 11 de janeiro, no Crematório de Leiria, destaca-se um detalhe que pode passar despercebido ao público, mas que é crucial para a leitura da investigação: a autorização para a cremação.

Ao contrário da inumação (o enterro tradicional), que permite a exumação do corpo para futuras contraperícias ou segundas autópsias caso surjam novas dúvidas, a cremação é um processo irreversível que elimina qualquer vestígio biológico.

Segundo o Artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 411/98, que regula estes procedimentos em Portugal, “se o cadáver tiver sido objecto de autópsia médico-legal, só pode ser cremado com autorização da autoridade judiciária”.

Esta “luz verde” dada pelo Ministério Público para que o corpo seja cremado é, portanto, um forte indício de que as autoridades “não têm dúvidas” quanto à causa médico-legal da morte. Significa que a autópsia realizada foi conclusiva e que os peritos forenses recolheram todas as provas necessárias, não considerando provável que o corpo seja necessário para o desenrolar do inquérito.

Embora a investigação às circunstâncias do acidente possa prosseguir por outras vias (como peritagens à viatura ou telemóvel), a libertação do corpo para cremação sugere que o cenário do que aconteceu fisicamente ao jovem de 25 anos está, para a Polícia Judiciária, bem definido.

De referir, contudo, que a investigação continua o seu curso para esclarecer totalmente o contexto do desaparecimento. Em cima da mesa permanecem as hipóteses de crime de homicídio ou de o jovem ter posto termo à vida, sendo que a autópsia será o elemento determinante para fixar, oficialmente e com rigor científico, a causa da morte.

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