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Matheus Reis alvo de queixa por pisar a cabeça de jogador do Benfica: “Ato violento, agressão clara…”

César Boaventura, autor da queixa, garante que “não vão pisar a justiça”…

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Matheus Reis/Instagram e Reprodução/Redes sociais

O lance da final da Taça de Portugal em que Andrea Belotti, jogador do Benfica, é apertado por dois jogadores do Sporting, Maxi Araújo e Matheus Reis, que acaba por pisar a cabeça do futebolista adversário, vai motivar uma queixa tanto à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) como à Procuradoria-Geral da República (PGR).

O empresário César Boaventura fez o anúncio esta segunda-feira, 26 de maio: ““Pisaram a cabeça. Pisaram a ética. Mas não vão pisar a justiça.” No dia 25 de maio de 2025, durante a Final da Taça de Portugal, o jogador Matheus Reis, do Sporting CP, pisou com os pitões a cabeça de Andrea Belotti, jogador do SL Benfica. Um ato violento, gratuito, fora da disputa da bola. Uma agressão clara, e ainda assim não punida em campo“, começou por escrever na rede social Facebook.

O autor da queixa não ficou por aqui, uma vez que destacou de seguida: “Pior: o próprio clube publicou depois um vídeo nas redes sociais onde se ouvem jogadores a dizer “pisar cabeça”, como se fosse piada. Isto não é futebol. É apologia da violência“.

Por esse motivo, César Boaventura decidiu avançar com uma participação contra o jogador brasileiro: “E por isso não fiquei calado. Apresentei participação disciplinar à Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que tem obrigação legal de agir; e apresentei denúncia formal à Procuradoria-Geral da República (PGR), com base nos artigos 144.º e 147.º do Código Penal, por indícios de crime público de ofensa à integridade física grave, agravada pelo meio utilizado“.

Mas porquê eu? Porque a Constituição da República Portuguesa (Art. 52.º) me dá esse direito. Porque a FPF está obrigada a instaurar processos disciplinares sempre que haja indícios públicos de infração (Art. 243.º do seu regulamento). E porque sou cidadão, sou pai, sou adepto, e defendo a integridade física, mesmo quando os outros preferem o silêncio […] O futebol português não precisa de mais silêncio cúmplice. Precisa de ética. Responsabilidade. E coragem para dizer: basta“, explicou.

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