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Mãe faz post emocionante, depois de o filho deixar de comer por causa do bullying na escola

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Todos nós passámos, em alguma fase das nossas vidas, por uma situação de bullying, seja como vítima, apenas como testemunha, ou até como vítima.

Contudo – e apesar de termos consciência de que esses miúdos ‘maus’ sempre existiram – o bullying pode ser algo verdadeiramente traumatizante, e que pode ter consequência bastante nefastas para algumas crianças ao longo da vida.

Na maior parte das vezes, os agressores são tão jovens que não se apercebem do verdadeiro impacto dos seus atos na vida da vítima. Do outro lado, temos, com frequência, uma vítima que também é jovem e que não tem, igualmente, capacidade para se aperceber dessas consequências e para travar o agressor.

Todos nós já passámos por tudo isso e sabemos que este tipo de situações ferem. Deidre Fell-O’Brien sabe-o melhor do que ninguém.

A mãe de cinco filhos pequenos sofre na pele, todos os dias, as consequências das agressões desses ‘miúdos maus’ aos seus filhos.

Infelizmente, os agressores nem sempre são chamados à razão e responsabilizados pelos seus atos, pelo que poucas alternativas de resposta lhe restam…

A única via que viu eficaz para fazer algo foi o Facebook, divulgando a história da sua família e alertando outras famílias para o eterno problema do bullying.

Deidre Fell-O’Brien escreveu:

“Tem havido muita discussão sobre o bullying ultimamente. Quero partilhar a experiência da minha família com o bullying.

O meu lindo filho Liam fez 13 anos a 8 de setembro. Ele devia estar na escola com os seus amigos, excitado com a escola secundária e a jogar futebol… Mas não está! Está, antes, num centro hospitalar, o Princeton NJ, a receber tratamento por causa de uma depressão. Ele não tem estado em casa nem tem dormido na sua cama. Não tem conseguido assistir aos jogos de futebol com o pai, aos domingos.
Como chegámos até aqui?

O Liam entrou para o 7º ano muito feliz. Estava sempre a fazer novos amigos… Estava sempre a jogar futebol, a andar de bicicleta de um lado para o outro, a comer.. Adorava sanduiches! Conseguiu entrar para a equipa de futebol da escola e ficou super orgulhoso! Ele é um jogador maravilhoso e ganhou imenso respeito da equipa de futebol. Assim que chegou o inverno, ele deu-me o seu iPhone e disse-me: ‘Muito drama, mãe!’.

Depois, assim que chegou o inverno, deixou de frequentar tanto a rua, passou a ficar mais tempo em casa connosco… Eu estava feliz, mas comecei a perguntar-lhe se estava tudo bem… Ele continuava a jogar futebol, com a equipa que tinha feito na primavera, era a única coisa que se mantinha.

Jogava todos os dias. Trazia consigo a bola de futebol a qualquer lugar onde fôssemos.

Eu continuava a perguntar: ‘Não tens planos com os teus amigos?’ E ele respondia-me: ‘Não, eu estou bem…’
Um dia, ao chegar a casa, veio chateado porque alguém lhe tinha dado um murro no caminho da escola para o autocarro. Dizia não saber quem tinha sido… Eu reportei o sucedido à escola, mas referiram-me que não podiam fazer nada porque não câmaras naquela área.

A escola terminou, os testes de futebol vieram e o Liam entrou na equipa que nós pensávamos que ele queria entrar. Ele não pegou na bola durante o resto do verão… Foi confuso!

Começou a ir com o pai para o trabalho, a andar de cavalo e a gostar bastante.

Ele foi para Saragota com o pai no final de julho, durante três semanas. Enquanto lá estava o meu marido disse-me que ele não estava a comer como era costume e quando regressaram eu notei a perda de peso! Começou a comer apenas uma refeição por dia.

Tentei falar com ele… ‘O que se passa’, perguntava. ‘Nada, mãe, estou bem’, respondia-me. Levei-o ao médico, tinha perdido 4 kgs desde junho!

Dois dias depois foi admitido no hospital pediátrico Cohens. Odiou estar lá e disse: ‘Eu prometo que como, por favor, deixem-me ir para casa!’. Fui buscá-lo, a pensar que ele recuperaria no início do ano escolar, estando com os seus amigos…

Fui ter com a orientadora escolar no primeiro dia de aulas, na Garden City Middle School e com as auxiliares e expliquei o que estava a acontecer com o Liam. Garantiram-me que iam estar atentas.

O Liam chegou a casa nessa sexta-feira com uma nódoa negra na cara… Perguntei-lhe o que tinha acontecido, respondeu-me que não tinha acontecido nada, que tinha sido um acidente. Era o dia de aniversário dele e saímos para festejar.

Não comeu nada e mal comeu durante o fim de semana inteiro. Perdeu mais 2 kgs nessa semana de regresso à escola!

Na segunda-feira seguinte não foi à escola. Sentámo-nos com ele à mesa e chorámos, dizendo-lhe, por favor, para nos contar o que se estava a passar…

Finalmente, não conseguiu mais conter o que estava a acontecer e acabou por confessar que tinha sido vítima de bullying no sétimo ano. Tudo começou quando entrou para a equipa de futebol. Dois miúdos disseram-lhe que ele não prestava e que não podia estar ali.

Pontapearam-no e deram-lhe murros! Disseram-lhe que era estranho, que era gordo, que tinha sardas estranhas, que as suas sobrancelhas era esquisitas… Usaram linguagem horrível e chamaram-lhe imensos nomes!

Perguntei-lhe com que frequência isso acontecia e ele respondeu-me: ‘todos os dias, mãe!’

Deixou de jogar futebol, porque o desporto em si lembrava-o desses miúdos.
Depois, contou-me que a nódoa negra tinha acontecido na sexta-feira, no dia do seu aniversário, quando estava a colocar o saco de ginástica no cacifo e veio um miúdo e empurrou-o contra o cacifo!

Ele estava sozinho no ginásio, não há monitores nos ginásio, junto dos cacifos. Há alguns monitores nos gabinetes com janelas em vidro, onde as crianças se podem magoar a sério, mas nem sempre… Um dos lugares mais vulneráveis onde pode estar uma criança é num ginásio!

Ele não estava seguro e garantiram-me que estaria. ‘Estaremos de olho nele’, disseram-me. O Liam foi, então, readmitido no hospital. O meu marido e eu reportámos o caso à escola.

O meu marido enviou uma carta ao diretor da escola. Reunimo-nos com a orientadora escolar e a com a assistente social.

O diretor nem se dignou a aparecer… A escola iniciou um processo de investigação.

Entretanto, o meu filho teve de ser alimentado por sonda, porque o seu batimento cardíaco estava demasiado fraco e estava malnutrido!

Teve de ser transferido para uma unidade de cuidados intensivos!

Ele estava a abrir-se um pouco mais, agora e falar do quão horrível foi o 7º ano para ele, mas tem um longo caminho pela frente. Gostava que tivesse falado connosco antes, mas disse-nos que não o fez porque não queria colocar ninguém em problemas.

Fui tentar discutir os resultados da investigação da escola ontem, mas os resultados foram ‘inconclusivos’.

Foi-me dito que a visão do Liam pode ser distorcida da realidade. Não tinham encontrado evidências de que tudo isto tinha acontecido…

Eu tenho uma fotografia da nódoa negra no rosto do meu filho, mas a equipa de auxiliares da escola diz-me que nada no comportamento de Liam evidencia que tudo aquilo tenha acontecido… Estamos desapontados. Os bullies vão continuar a atuar.

Durante a investigação toda a equipa de futebol continuou a jogar, como se nada fosse… No desporto profissional, se a equipa está sob investigação, simplesmente não joga!

Recebi um email a propósito disto para que nos unamos para a semana, usando uma camisola cor de laranja em prol de Liam… A sério? Por favor!

Pais, oiçam os vossos filhos! Eu tive uma mãe que me disse que o seu filho tinha um coração de ouro e que, provavelmente, o Liam é um rapaz sensível.. Fiquei sem palavras!

O Liam devia acabar o ensino secundário com os amigos da escola primária, da escola Garden City. Há tantos miúdos fantásticos e famílias que nos apoiaram e que partilharam as sus experiências… Recebemos imensas cartas e votos de coragem.

O Liam é um rapaz maravilhoso que adora a sua família. Sentimos a falta dele e queremos que ele esteja connosco em casa. Portanto, quando colocamos aquela t-shirt cor de laranja, já começa a ter algum significado…

Mas penso que conseguimos fazer muito mais do que usar uma t-shirt cor de laranja! A escola fechou a investigação, mas isto não fica por aqui! O Liam tem de ser ouvido!”

Partilha esta história e ajuda a combater o bullying!

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