Familia

Mãe de menina de 14 anos que se matou por ter sido violada revela carta que a filha deixou

O caso de Cassidy Trevan, uma adolescente que cometeu suicídio dois anos depois de sido violada por um grupo de estudantes, na Austrália, ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. O motivo é a carta escrita por ela, dias antes de morrer, e divulgada agora nas redes sociais.

Na carta, que a família encontrou no computador de Cassidy, a jovem conta sobre o crime que sofreu, e alerta os colegas sobre a importância de se defenderem de um ataque como este.

“Estou a fazer isto porque mais de 1.500 alunos entre os 7 e os 12 anos estão actualmente matriculados nesta escola, e eles precisam de ser alertados. Eu sinto pelo que aconteceu comigo, e porque a equipa da escola não fez nada para me ajudar”, escreveu Cassidy.

Em fevereiro de 2014, a jovem, então com 13 anos, foi levada por supostas amigas para uma casa em Springvale, onde foi abusada sexualmente por dois rapazes desconhecidos. As “amigas”, que antes a intimidavam com provocações típicas de bullying, aproximaram-se dela,  fingindo amizade, e convidaram-na para uma suposta festa.

“O meu nome é Cassidy Trevan, e eu fui violada. Se alguém tentar fazer isto contigo, confia em mim, vale a pena lutar! Luta! Se não o fizeres, vais-te arrepender para o resto da tua vida, como eu.”, acrescentou.

Antes de decidir tirar a própria vida, segundo a mãe, Cassidy sofria com insónias, pesadelos, ansiedade, ataques de pânico e problemas mentais, que se manifestaram depois da violação.

“Depois de 1 ano e meio, eu quero, finalmente, ser deixada em paz. Ainda continuo a receber mensagens de estudantes que eu nunca conheci, a chamarem-me de vadia”.

A mãe reuniu toda a história da filha numa página no Facebook, chamada “Bullying Killed My Child; Cassidy’s Story“.

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