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62 mortos confirmados no incêndio de Pedrogão Grande

Neste momento há mais de 500 operacionais no terreno, e não se espera que as quatro frentes activas fique controladas nas próximas horas…

Pixabay

É a maior tragédia dos últimos anos em Portugal. O incêndio de ontem em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, provocou 62 mortos, 59 feridos e dezenas de desalojados.

A informação foi adiantada pelo secretário de Estado da Administração Interna. Mantém-se em aberto a possibilidade de existirem mais vítimas mortais.

Jorge Gomes disse ainda haver 59 feridos, 18 dos quais foram para hospitais de Lisboa, Coimbra e Porto.

As operações mobilizam neste início de manhã 687 operacionais, 224 viaturas e três máquinas de rasto.

Os meios portugueses contam hoje com ajuda espanhola e francesa. Mas o secretário de Estado admite que tem sido difícil para os meios aéreos operarem por “não terem teto para poderem operar”.

As chamas, que alastraram aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, mantêm quatro frentes ativas, duas delas com “extrema violência”.

Em relação a explicações, o secretário de Estado explica que “começa como um incêndio normal e por volta das 18 horas aconteceu algo inesperado, ventos perfeitamente descontrolados e que propagaram o incêndio para dimensões e para todas as áreas que era impossível controlar.

A trovoada seca que todos apontam para que tenha sido origem “mas tudo isto não passa de especulação”.

Jorge Gomes sublinha que a investigação está a ser feita e só com as conclusões da mesma é que se poderá avançar com explicações credíveis.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) afirmou hoje à Lusa que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa.

“A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivammente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio”, disse Almeida Rodrigues.

“Conseguimos determinar que a origem do incêndio foi provocada por trovoadas secas”, tendo sido a partir daí que o fogo se propagou, explicou o diretor nacional da PJ.

Fonte: Lusa

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