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Greve na saúde com adesão entre os 80 e os 100% a nível nacional – Sindicatos

A greve na saúde está a registar uma adesão média de 80% a nível nacional, chegando aos 100% em alguns hospitais, com os blocos operatórios a funcionarem apenas em situações de urgência

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Lisboa, 15 jun (Lusa) — A greve dos trabalhadores da saúde está a registar uma adesão média de 80% a nível nacional, chegando aos 100% nalguns hospitais, com os blocos operatórios a funcionarem apenas em situações de urgência e consultas externas fechadas,

O balanço foi feito cerca das 12:15 por Ana Amaral, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas (FNSTFP), em frente ao Hospital Amadora-Sintra, onde cerca de meia centena de trabalhadores gritavam palavras de ordem como “Tempo de serviço não é para ir para o lixo”, ao som da canção de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena”.

“A greve está a ter uma expressão muito significativa, temos muitos hospitais com uma adesão de 100%, temos os serviços mínimos garantidos, consultas externas fechadas, blocos a funcionar só com urgência e exames de diagnóstico também a serem realizados só em situação de urgência”, disse a dirigente sindical.

Sobre a adesão à greve de 24 horas, que termina às 24:0 de hoje, nos cuidados de saúde primários, Ana Amaral disse que os dados ainda não foram recolhidos, mas a federação tem “a noção de que o impacto não é tão forte como nos hospitais”.

Questionada pela Lusa sobre se a greve está a corresponder às expectativas, Ana Amaral admitiu que até está a superar. “Como tínhamos assinado um acordo [com o Governo], este podia de alguma forma ser desmobilizador porque houve ganhos para os trabalhadores”.

No entanto, “houve matérias que ficaram ainda por resolver, nomeadamente o tempo de serviço, disse, explicando que há trabalhadores com cerca de 20 anos de serviço e que esse “tempo que tem de ser contado”, uma situação que não ficou salvaguardada no acordo, porque “não houve vontade política para que isso acontecesse”.

O acordo entre o Governo e os sindicatos que representam estes trabalhadores da saúde, à exceção de médicos e enfermeiros, foi assinado no dia 04 de maio, um dia depois de uma greve de dois dias destes funcionários, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), para reivindicar a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

Apesar deste acordo, a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas decidiu manter o dia de greve, que inicialmente estava marcado para o dia 25 de maio e que foi adiada para hoje, por considerar que existem outras reivindicações que ainda não foram satisfeitas.

Entre as reivindicações estão “a admissão dos trabalhadores necessários ao SNS”, a integração nos mapas de Pessoal de todos os trabalhadores com contrato de trabalho precário, a reversão para o setor público administrativo dos Hospitais EPE (Entidade Pública Empresarial) e das Parcerias Público-Privadas (PPP) e a negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde.

A revisão das Carreiras da Saúde, “a justa valorização” da Carreira Especial de Técnico de Emergência Pré-Hospitalar, o fim dos cortes no pagamento das horas de qualidade e do trabalho suplementar, “contra a descentralização de competências na área da Saúde para as Autarquias Locais” e a “aplicação do DL 62/79 a todos os trabalhadores” e o “pagamento do abono para falhas aos trabalhadores que manuseiam valores” são outras reivindicações dos trabalhadores.

HN // PMC

Lusa/Fim

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