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Como a Finlândia tem sucesso a combater o bullying na escola. Eis como o fazem

Ao ensinar a estes jovens o que fazer em situações de bullying o jogo permite que percebam como eles próprios podem ser uma ajuda preciosa numa situação destas…

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Imagina o cenário: estás de volta ao secundário.

Ouves o toque de entrada, estás no corredor a dirigir-te para a próxima aula e, ao virar a esquina, deparas-te com esta imagem abaixo. O que fazes?

Infelizmente, este é um cenário cada vez mais comum nas escolas um pouco por todo o mundo. Uma pesquisa da ONU, realizada o ano passado com 100 mil crianças e jovens de 18 países mostrou que, em média, metade deles sofreu algum tipo de bullying por razões como aparência física, género, orientação sexual, etnia ou país de origem.

E desengana-te se achas que apenas os mais fracos se deparam com estes problemas. As estatísticas mostram, inclusive, que é um problema transversal a todas os jovens, independentemente dos seus traços de personalidade. O bullying é um problema que causa depressão e ansiedade e que faz, muitas vezes, com que estes jovens desistam da escola ou, pior, que cometam suicídio.

Na Finlândia, um país conhecido pelo inigualável sistema educativo, foi feito um inquérito junto das escolas que funciona como projeto piloto para um eficaz programa de prevenção para este problema.

Como conta o UPWorthy, o programa anti-bullying chama-se KiVa, um diminutivo para ‘kiusaamista vastaan’ que significa ‘contra o bullying’. O programa inclui ferramentas importantes para se saber lidar com o bullying e ensina pais e professores a melhor forma de combate ao problema. Mas uma das mais importantes e inovadoras estratégias criadas pelo programa baseia-se na forma como fazem a prevenção junto dos adolescentes. Uma vez que nem sempre os pais e os professores estão por perto, é importante ensinar-lhes o que devem fazer se se depararem com um cenário destes.

Jaana Juvonen refere, em comunicado, que: “É importante mostrarmos que os colegas que vêm um adolescente a ser maltratado são uma ferramenta fundamental”.

A prevenção tem sido feita através de simulações em computador e em jogos. Num desses jogos, os jovens comandam os bonecos e conferem-lhes uma ação especifica quando se deparam com cenários de bullying. “Por exemplo, eles observam um cenário de bullying e depois têm de decidir o que fazer: ou defendem a vítima ou optam por outra ação qualquer”, explica Johanna Alanen, mentora do projeto, em declarações ao jornal Upworthy, acrescentando: “E, depois, há várias formas de defenderem as vítimas… Tudo o que eles fazem tem consequências e origina novas situações. Basicamente, trata-se de um jogo de aventura onde o conceito base é o bullying. É um jogo que permite que estes jovens consigam perceber quais as principais consequências do bullying e quais as consequências das suas ações. A par do que está a acontecer no jogo, os jovens recebem informações e conselhos sobre o que devem fazer. No jogo, os jovens podem aprender a serem simpáticos com alguém e a fazerem com que, por exemplo, um rapaz novo na escola se sinta mais confortável.”

Ao ensinar a estes jovens o que fazer em situações de bullying o jogo permite que percebam como eles próprios podem ser uma ajuda preciosa numa situação destas!

Até agora, o programa tem funcionado na perfeição e os resultados são surpreendentes. Segundo alguns estudo levados a cabo pela mentora do projeto, a conclusão é a de que as probabilidades das crianças sofrerem de bullying nas escolas passou para metade.

Desta forma, o programa ajuda a reduzir, não só os casos de bullying, como também os casos de depressão e ansiedade e os problemas relacionados com a falta de confiança.

O programa está a ser testado noutros países da Europa, como Itália, Holanda e Reino Unido, e nos Estados Unidos. Esperemos que nos chegue cá em breve!

Sabe mais aqui.

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