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Ex-inspetor da PJ Pereira Cristóvão e líder da claque Juve Leo voltam a julgamento

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Paulo Pereira Cristóvão e o líder da claque Juventude Leonina vão ser novamente julgados por assaltos violentos a residências na região de Lisboa, decidiu o Tribunal de Cascais.

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Cascais, Lisboa, 15 jun (Lusa) — O ex-inspetor da Polícia Judiciária Paulo Pereira Cristóvão e o líder da claque Juventude Leonina, conhecido como ‘Mustafá’ vão ser novamente julgados por assaltos violentos a residências na região de Lisboa, decidiu hoje o Tribunal de Cascais.

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Um dos 18 arguidos foi separado deste processo e vai ser julgado por detenção de arma proibida, mas por um tribunal singular.

Na leitura da decisão instrutória, a juíza do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Cascais proferiu despacho de pronúncia de todos os arguidos (ou seja, decidiu levá-los a julgamento), praticamente nos mesmos termos da acusação do Ministério Público, acrescentando que Pereira Cristóvão era “o mandante e o arquiteto do crime”.

O processo tinha voltado à instrução – fase facultativa em que um juiz decide se o processo segue para julgamento – depois de o TIC de Cascais anular a primeira instrução, na sequência de uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça.

O Supremo declarou a “incompetência material” do Tribunal Central de Instrução Criminal para a realização da fase de instrução, após recurso da defesa de Paulo Pereira Cristóvão.

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Consequentemente, todo o julgamento, que se iniciou em junho de 2016 e decorreu até fevereiro de 2017, no Tribunal Central Criminal de Lisboa, foi anulado.

Os 18 arguidos, entre eles três polícias e o líder da claque sportinguista Juve Leo (Juventude Leonina), Nuno Vieira Mendes, conhecido por ‘Mustafá’, vão responder novamente por associação criminosa, roubo, sequestro, posse de arma proibida, abuso de poder, violação de domicílio por funcionário e falsificação de documento.

Segundo a acusação do Ministério Público, Paulo Pereira Cristóvão (antigo inspetor da Polícia Judiciária e também antigo vice-presidente do Sporting), dois outros arguidos e os três polícias recolhiam informações e decidiam quais as pessoas e locais a assaltar pelo grupo, nomeadamente na zona de Lisboa e na margem sul do rio Tejo na mesma região.

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Depois, as informações eram transmitidas aos restantes elementos, que compunham a vertente operacional da alegada rede criminosa.

JGS // ROC

Lusa/Fim

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