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Estudante fica 58 horas preso numa gruta em expedição de espeleologia

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Lukas Cavar esteve fechado numa gruta durante 58 horas. Gritou, bem alto, na esperança que alguém o ouvisse, mas sem efeito… Morcegos, centopeias, e outros insectos foram a sua única companhia.

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Trancado numa gruta, sem água nem comida, estava certo de que não ia ver a sua família de novo. Escreveu notas para os seus familiares e amigos próximos no telemóvel que, entretanto, estava sem rede… Restava-lhe uma única esperança: lamber a humidade que escorria das paredes, para tentar sobreviver… A determinada altura, ficou de tal forma com fome que até grilos que pareciam uma deliciosa iguaria!

Aquilo que era suposto ser uma divertida aventura tornou-se, na realidade, uma experiência infernal de 58 horas para o estudante da Universidade do Indiana, nos Estados Unidos, que foi deixado para trás durante uma expedição de um grupo a 17 de setembro à Sullivan Cave, perto da cidade de Bloomington.

Lukas entrou para o grupo de expedição da universidade, Caving Club, este ano. Foi o grupo que organizou a expedição à quarta gruta mais extensa do Estado de Indiana. Lukas nunca tinha feito espeleologia anteriormente. Durante a excursão, ele e outros 11 – incluindo um dos membros da universidade – dividiram-se em dois grupos e fizeram exploração durante quatros horas. “Cada um, foi designado ‘companheiro’, como precaução”, referiu Lukas, em declarações ao Boston Globe.

A Sullivan Cave tem cerca de 15 quilómetros de passagem mapeada, de acordo com o responsável de Conservação do Indiana. Lukas ficou separado do grupo num trilho do percurso a que se dá o nome de ‘Backbreaker’.

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Em declarações ao The Indiana Daily Student, o jornal da universidade – o primeiro a noticiar o sucedido – o estudante referiu: “Eu pensei: ‘Estou mesmo a gostar desta parte do Backbreaker…’”

Lukas terá saído do grupo onde estava inserido para ir ter com o outro, mas ter-se-á perdido pelo caminho. Conseguiu, no entanto, regressar à porta de entrada da gruta, mas esta encontrava-se fechada. Foi, então, aí que percebeu que estaca encurralado, sem água nem comida.

O líderes do grupo não deram conta do sucedido. Os pais de Lukas, ambos professores de Linguística na Universidade do Indiana, ligou para a universidade na quinta-feira a relatar o desaparecimento do filho, segundo conta a Reuters. A ajuda chegou no mesmo dia à noite. Lukas encontrava-se a dormir, curvado, junto à entrada da gruta, quando as luzes brilhantes dos resgatadores o acordaram.

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“Levei algum tempo a perceber onde estava… Mas, assim que percebi que estava na gruta, subi-a o mais rápido que consegui para sair e o depois não me lembro de mais nada!”, escreve, num email.

Depois de falar com o seu ‘companheiro’ de missão, Lukas diz: “Segundo ele, houve um momento de verificação do grupo, à entrada da gruta, enquanto os grupos ainda estavam separados.” O ‘companheiro’ de Lukas avisou os líderes do grupo que não sabia de Lukas, mas assumiu que estava com o outro grupo.

“Alguns carros de boleia, tiveram de sair mais cedo, porque algumas pessoas tinha de ir embora, portanto, ninguém deu por minha falta”, refere Lukas.

No site da universidade, o clube de espeleologia escreveu: “Temos uma série de rigorosas medidas de protocolo que é suposto servirem para evitar situações como esta. E que evitam, mas que têm de ser seguidas. Tivemos uma falha grave na nossa liderança, tínhamos de ter seguido de perto todas estas medidas de segurança.”

A lista de medidas do clube é extensa. Uma delas é, precisamente, avisar sempre alguém onde a pessoa vai e onde espera regressar.

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Matt Pelsor, presidente da Central Indiana Grotto, um outro clube de espeleologia e exploração, descreveu o que aconteceu como “uma série de negligências” numa cave que é, comummente, visitada e que é conhecida de todos.

Lukas Cavar chegou a tirar uma foto enquanto está preso na gruta.

“Estive nesta gruta inúmeras vezes e não veja razão nenhuma para isto ter acontecido”, refere Matt Pelsor, em declarações ao Boston Globe, acrescentando que o lugar onde Lukas se separou do grupo é, muitas vezes, utilizado por inúmeras excursões que se deslocam ao local em visita.

Ryan Piurek, porta-voz da Universidade do Indiana chamou o jovem estudante de “corajoso e desenrascado” e acrescentou que a universidade ficou bastante feliz e aliviada de o encontrar bem e sem ferimentos.

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Jess Deli, coordenadora da Região Central da National Cave Rescue Commission referiu que não podia fazer comentários a propósito do sucedido, mas não quis deixar de mencionar apenas que fazer exploração é algo divertido e que, no geral, não traz grandes riscos nem perigos à população.

No sábado, Lukas adiantou ao Boston Globe que se encontrava bem de saúde, referindo apenas: “Acho que vou só ter um bocado de calma, por agora…”

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