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Costa elogia Merkel e não comenta “outras atuações para fins mediáticos”

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou a chanceler alemã Angela Merkel por estar “do lado certo daquilo que são os valores da Europa”, e escusou-se a comentar “outras atuações para fins mediáticos”, referindo-se ao italiano Giuseppe Conte.

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Bruxelas, 29 jun (Lusa) — O primeiro-ministro, António Costa, elogiou hoje a chanceler alemã Angela Merkel por estar “do lado certo daquilo que são os valores da Europa”, e escusou-se a comentar “outras atuações para fins mediáticos”, referindo-se ao italiano Giuseppe Conte.

“Eu desejo à chanceler Angela Merkel as maiores felicidades, porque tem estado do lado certo daquilo que são os valores da Europa. Quanto a outras atuações para fins mediáticos, não faço comentários”, resumiu o primeiro-ministro português.

António Costa comentava assim a ‘vitória’ política de Angela Merkel, que nesta cimeira jogava uma cartada política interna decisiva, face às críticas de que era alvo dentro da sua própria coligação governamental, por parte da ala direita, e que ameaçavam precipitar a queda do seu Governo e novas eleições, assim como a ‘prestação’ de Conte.

O primeiro-ministro italiano chegou a bloquear as conclusões do primeiro dia de trabalhos, obrigando os 28 a uma maratona negocial.

Giuseppe Conte salientou hoje que o seu país “já não está sozinho” na gestão dos fluxos migratórios, depois de o Conselho Europeu ter chegado a acordo sobre o tema.

Conte manifestou-se satisfeito com o acordo alcançado, que prevê para a questão das migrações “uma abordagem integrada”, como a Itália tinha pedido, baseada numa maior solidariedade entre os Estados-membros.

O chefe do Governo italiano realçou o ponto das conclusões do Conselho Europeu que prevê a criação de plataformas de desembarque em países terceiros, para os migrantes resgatados nas águas do Mediterrâneo, sendo que estas operações devem ser realizadas, ao abrigo da legislação internacional, por autoridades marítimas.

Itália também ficou agradada com o princípio de que quem chega a um Estado-membro, chega à UE, o que apela a uma maior solidariedade na repartição dos requerentes de asilo.

AMG/ACC/IG // JPS

Lusa/fim

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