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Cláudio Ramos comovido com testemunho de médico: “Ouvi-lo deixa-me emocionado…”

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Ricardo Batista Leite relatou o drama que viveu no Hospital de Cascais, e deixou um forte apelo aos portugueses…

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TVI

Ricardo Batista Leite, médico e deputado na Assembleia da República, esteve hoje presente no “Dois às 10”, da TVI, para uma conversa (e um forte apelo) sobre a pandemia do novo coronavírus, e sobre a forma como os números em Portugal podem ficar totalmente descontrolados, depois de o novo confinamento não estar a ser cumprido pelos portugueses.

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O médico, voluntário no Hospital de Cascais, fez ontem um testemunho nas redes sociais que acabou por ficar viral, onde relata a exaustão e o desespero que encontrou depois de 12 horas de turno, revelando ainda que na sua vida profissional nunca viu nada assim: “A dor e o sofrimento são indiscritíveis. A sensação de impotência por não podermos fazer mais. Vi uma colega médica a chorar depois de sair do covidário mais de 5 horas depois do término do seu turno”, revelou o médico no vídeo que pode ver aqui.

Ricardo Batista Leite deixou os apresentadores do “Dois às 10” emocionados, depois de fazer um novo apelo para que os portugueses fiquem em casa, e que o governo dê um sinal mais claro para que todos cumpram as regras.

Mais à frente, Ricardo Batista Leite, contou um caso de um médico que atuou no sábado como um general e a frieza com que tratou do momento crítico: “No sábado estava um médico, a liderar a equipa com uma frieza extraordinária, era um general no campo, e olhávamos caso a caso, as dezenas de casos que nos estavam a ser passados, e a determinar um plano para cada um deles. A dizer: estes são prioritários, estes vão a seguir. Não podemos fazer mais do que um de cada vez”, relatou o médico.

“Esta objetividade, esta racionalidade que ele tem ali, traduz-se depois na parte emocional quando chega a casa. Cada um de nós sabe como é que chega a casa, como é que chegamos às vezes ao carro, quando fechamos a porta e desligamos o momento”, revela ainda.

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Sobre as medidas que podem ser implementadas para travar o número crescente de doentes que chegam aos hospitais, Ricardo Batista Leite é muito claro: “Até ao final do mês não há grandes hipóteses. O mal está feito. Por mais que façamos a partir do dia de hoje, o vírus está disseminado. Este é o drama da Covid-19. Quando implementamos uma medida, demoramos duas semanas a ver o seu efeito. Mas, se não vamos a tempo de salvarmos mais vidas em janeiro, vamos fazê-lo para fevereiro, começando já. Há o dia a seguir, as coisas vão melhorar se todos fizermos a nossa parte”, declarou ainda o médico.

Cláudio Ramos revelou-se emocionado com o testemunho de Ricardo Batista Leite: “Ouvi-lo deixa-me emocionado. Emociona-me ver aquelas pessoas que estão a trabalhar para nós, e que não valorizamos, que nos esquecemos. E disse aí uma coisa muito importante, eles não podem estar sozinhos no campo de batalha. Nós temos que fazer a nossa parte. Porque se não eles estão a fazer um trabalho inglório,  e são pessoas como nós. Tem um filho de quatro anos em casa, que fica em casa quando vai trabalhar. Obrigado”, declarou Cláudio Ramos.

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