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Catarina Miranda comenta polémica e explica: “Fiz um aborto, deve ser legal…”

No âmbito do anúncio antiaborto transmitido em quatro canais de televisão, Catarina Miranda contou o seu testemunho…

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Catarina Miranda/Instagram

No seguimento da polémica em torno da transmissão de um anúncio antiaborto pago por Miguel Milhão, fundador da Prozis, na TVI, CNN Portugal, CMTV e Now, Catarina Miranda decidiu recorrer às redes sociais para dar o seu “testemunho” e recordar o aborto que realizou quando tinha 22 anos.

Está literalmente a querer retirar aquilo que é o direito da mulher e eu acho que sou a pessoa ideal para falar sobre isso. Porque, como é público e vocês sabem, eu já fiz um aborto quando tinha 22 anos e é algo comparticipado pelo Estado, 100% gratuito, é algo que tem de ser feito com consciência“, começou por dizer.

Ao relatar como foi o seu processo, a repórter da CMTV explicou: “Quando eu soube que estava grávida, a primeira coisa que fiz foi dirigir-me ao hospital e dizer que estava com grandes perdas de sangue para tentar perceber de quantas semanas é que eu estava, porque eu não sabia. Foi quando me disseram o número de semanas que eu estava e a doutora aí pergunta – ela percebeu pela minha expressão que eu não sabia o que é que haveria de fazer – se eu quero que ela me passe o ácido fólico, que é para o desenvolvimento do feto. Mas ela percebeu logo na minha cara que estava ali muita coisa a acontecer e disse que não ia passar logo o ácido fólico porque já percebeu que provavelmente não ia avançar com a gravidez e então não valia a pena estar a tomar o ácido fólico“.

Uns dias depois, “foi marcada uma consulta para avaliação do feto e desenvolvimento da gestação” e foi dado um período para reflexão “se é mesmo isso que querem fazer“: “Após a decisão de que é para realizar o aborto, vocês são reencaminhadas para uma clínica, eu fiz exames ao sangue, uma série de análises para saber se estava tudo bem, vocês têm mais que tempo para tomar uma decisão, se bem que aquilo começa depois a contar o tempo e é tudo muito rápido“.

Catarina também contou o que aconteceu no dia do procedimento: “No dia, se não estou em erro acho que é 24 horas antes não posso ingerir qualquer tipo de líquidos, sou levada para uma sala quase como um vestuário, tenho que tirar a roupa toda e vestir aquelas batas transparentes que se usa para ressonância. Eles dão-me um comprimido que é para dilatar o útero, mandam fazer o último chichi para avançar para a sala de operação, e vocês andam pelo vosso próprio pé até à sala da operação. Sentam-se e, na primeira consulta, eu disse que queria anestesia geral porque não me queria lembrar de nada. O método que eu fiz foi por aspiração, eu estava a dormir, durou cerca de 15 minutos, depois eu fui para a sala de recobro, acordei com tonturas como é normal e depois isto varia muito de caso para caso“.

Catarina Miranda acrescentou que “estava normalíssima” e “como se tivesse só estado a dormir” após o procedimento: “Não tive perdas de sangue, não levei pontos, nada. Foi quase como se fosse um sonho, eu tive sorte, correu tudo bem. Passado uns dias, vocês voltam lá, acho que é uma semana ou duas, depois não podem carregar pesos, para saber se está tudo bem“.

A repórter da CMTV e ex-concorrente do Big Brother referiu que ficou “100% bem” e que tomou “todas as precauções que os médicos disseram“. Por fim, Catarina defendeu que o aborto, no seu entender, “deve ser legal, acho que deve ser sim comparticipado pelo Estado, porque sempre houve abortos, vai haver sempre, a legalização do aborto é apenas para ser 100% seguro, com profissionais que nos possam assegurar a nossa saúde“: “E isto só não acontece aos homens porque os homens não engravidam, porque se os homens engravidassem provavelmente a taxa de aborto seria 200% maior“, rematou.

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