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Catarina Furtado está no maior campo de refugiados do mundo

A apresentadora mostra a dura realidade de um povo perseguido

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Catarina Furtado / Instagram

Catarina Furtado já está no Bangladesh. É ali que se encontra o maior campo de refugiados do Mundo, a maioria de etnia rohingya, muçulmana, que fugiu de Mianmar.

A apresentadora da RTP e embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População – há 19 anos – vai voltar com o programa “Príncipes do Nada”, que já é emitido há 13 anos.

Esta viagem ao Bangladesh surge nesse âmbito. Antes de partir, ainda no aeroporto, Catarina Furtado deixava uma mensagem no seu Instagram.

“Vou partir! Bangladesh – o maior campo de refugiados do mundo. Vou com a melhor equipa do mundo. Estou com o coração muito apertado mas com uma vontade imensa que esta missão do programa Príncipes do Nada sirva para ajudar a que cada refugiado, criança, jovem, mulher e homem veja reconhecidos os seus direitos. Podíamos ser um deles. Desejem-me boa sorte. Até já!”

A apresentadora vive, assim, mais uma experiência emotiva e difícil do ponto de vista humano.

“Ninguém está livre de vir a ser refugiado. E é nos campos onde se violam mais os direitos humanos. A maioria são crianças e mulheres. Vivem em situações precárias, de violência, violação, prostituição. As mulheres dão à luz em condições desumanas. Há tráfico humano porque as condições são de uma vulnerabilidade extrema. Estamos a ver se poderemos visitar campos em todos os continentes. Mas não é fácil ter autorização. Começamos no Bangladesh, iremos a seguir para a Grécia”, salientou Catarina Furtado em entrevista ao Jornal de Notícias, antes da partida.

Esta viagem, que poderemos ver em breve na RTP, é feita “com o coração partido”. Porque vai encontrar casos dramáticos e porque deixa os dois filhos, Maria Beatriz, de 13 anos, e João Maria, de 12. “Essa é a parte mais difícil. Mas sei que ficam bem entregues. Há muitas saudades, mas é também minha missão ir ajudar outros. Reforça que eles têm tanta sorte. Ninguém nasce pobre, está-se pobre, ninguém nasce sem condições, está-se sem condições. Sonho que os meus filhos sejam proactivos, preocupados com os outros”.

Enquanto está no Bangladesh, Catarina já começou a mostrar a sua rotina no seu Instagram. Na primeira publicação, a apresentadora surge ao lado de vária crianças e relata a dura realidade: ”

“Todos Rohingyia, um povo muçulmano que tem sofrido um verdadeiro genocídio que os obrigou a abandonar seu país, Myanmar e a procurar o Bangladesh para sobreviver. Estes refugiados viram as suas famílias – mães, irmãs, filhas, pais, irmãos, tios, avós – a serem violadas, torturados, mortos, bebés atirados às chamas das suas casas que o exército Birmanês incendiou. Foram aldeias inteiras destruídas”, conta.

Mais à frente, Catarina Furtado confessa-se sem palavras para descrever o que vai sentindo na viagem.

“Aqui é 1 da manhã, chove muito lá fora, é tempo de monções. Estou a preparar-me para me deitar na cama do hotel e não consigo deixar de pensar nas pessoas todas que hoje conheci e que neste momento estarão a sentir o medo incontrolável e diário de que os seus abrigos não resistam ao desabamento de terras. Foi o meu primeiro dia no campo e não tenho muitas mais palavras.”

Sou jornalista desde sempre, diria. Comecei na rádio, no tempo em que ‘explodiram’ as rádios locais. Mais tarde, o ‘bichinho’ do jornalismo regressou e eu voltei, desta vez para as revistas. Trabalhei 11 anos na Media Capital, na revista Lux. Gosto de artistas: actores, actrizes, cantores, gente da televisão… E gosto de escrever sobre eles, de conhecer o seu outro lado. Sou jornalista de formação, tenho a Carteira de Jornalista desde 1993 e isto é o que faço e farei. Para o resto da vida. Provavelmente.

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