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‘Capazes’ arrasam programas da SIC e TVI: “Absolutamente degradantes… Vergonha!”

“Acharam uma ideia interessante utilizar o seu horário nobre para dizer a todas as meninas (…) que têm de saber cozinhar para serem merecedoras de marido (…)”.

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SIC/Facebook

Este domingo, 10 de Março, estrearam na televisão portuguesa dois novos ‘reality-shows’.

Se por um lado, na SIC, “Quem Quer Namorar com o Agricultor?” é a nova aposta do canal, dando a conhecer cinco concorrentes que buscam o amor, na estação de Queluz de Baixo foi apresentado “Quem Quer Casar com o Meu Filho?”, que pretende dar a oportunidade a alguns homens de encontrarem o amor da sua vida, com a ajuda da sua mãe.

Assim, e nas redes sociais, muito se tem falado nos dois formatos e muitas têm sido as opiniões deixadas.

Uma delas foi dada pela associação feminista “Capazes”, que ontem (10) deixou o seguinte post na sua página de Facebook:

“Portugal, 2019

Dois dias depois de assinalarmos com estrondo o Dia Internacional das Mulheres e a importância da luta pela Igualdade, a Tvi e Sic apresentam dois formatos absolutamente degradantes para as mulheres.

Programas em que as mulheres são postas a competir pelo macho Alfa e pelo seu dote, sujeitando -se às maiores humilhações e fazendo -nos, a todas e todos, recuar ao século passado.

O machismo e o sexismo em todo o seu esplendor. Vergonha! (…)”, pode ler-se.

No entanto, e já esta segunda-feira, foi deixado um outro texto na plataforma “Capazes”, onde a cronista Catarina Corvo falou das duas estreias na Televisão portuguesa.

Intitulado de “Quem Quer Casar com um Paspalho?”, o artigo começa por enumerar uma série de “características” que as mulheres têm de ter, segundo os formatos em questão.

Assim, e no mesmo texto, pode ler-se depois um breve resumo do que cada canal está a fazer:

“A SIC pôs várias mulheres a competir para agradar a um macho. A TVI pôs várias mulheres a competir para agradar à mamã de um macho.”, escreve a cronista.

“A SIC e a TVI acharam uma ideia interessante utilizar o seu horário nobre para dizer a todas as meninas que estão em casa a assistir TV que têm de saber cozinhar para serem merecedoras de marido e, que se fugirem dos padrões acima mencionados vão ser ridicularizadas como foram algumas das concorrentes dos programas (…)”, refere depois.

Mas as criticas continuaram e na crónica foi ainda feita uma referência à “Mulher” e como esta é retratada nestes programas:

É de lamentar que, numa época em que tanto se fala de igualdade, de movimentos de empoderamento da mulher e de luta contra o machismo, a televisão portuguesa esteja disposta a mandar tudo para escanteio em troca de audiências”, pode ler-se.

Uma vez que é o “assunto do momento”, o artigo menciona depois o crime de violência doméstica como uma das consequências da divulgação deste tipo de formatos:

“Quando, em menos de dois meses e meio morrem em Portugal 12 mulheres às mãos dos maridos, a SIC e a TVI vêm conspurcar ainda mais a sociedade com este machismo retrógrado de «o homem na poltrona, a mulher no tacho»”, lê-se.

No final, e para rematar, a cronista termina:

“E para todas as pessoas que estão a dizer «o programa só existe porque as mulheres se inscreveram e estão lá porque querem!»: Elas não estão lá SÓ «porque querem». Elas são as mesmas meninas que crescem a ver aos domingos à noite programas destes. Programas machistas. E machismo mata“.

Lê o artigo na íntegra aqui.

Tenho 21 anos e sou formada em Comunicação. Apaixonada pelos media, acabei o curso e comecei a escrever aqui logo de seguida... Adoro rádio, televisão, música e sobretudo notícias... Todos os dias trago-te os destaques da vida dos famosos...

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