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Animais

Cães drogados para pedir esmola: a evolução das máfias da mendicidade

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Várias associações de protecção dos animais em Espanha alertam para esta nova estratégia, que está a ser feita nas ruas: usar cães para provocar empatia e obter mais esmolas.

Sabe-se há anos que boa parte das pessoas que pedem esmola nas grandes cidades são exploradas por redes mafiosas. As máfias transportam os mendigos para as áreas pré-estabelecidas em carrinhas, e mudam de localização periodicamente para que as pessoas que andam “vejam novos rostos”.

Agora, estas organizações criminosas deram um novo “passo” na sua estratégia para tentar ter empatia com os seus potenciais “clientes”: usam cães para que o mendigo transmita mais dor.

Além disso, para que o cão não se incomode e passar o dia sentado ou deitado, ao lado do seu suposto dono, drogam os animais, para que eles não se mexam durante todo o dia, como conta o El Confidencial.

Vários casos já foram denunciados por associações de protecção de animais, que alertam sobre uma prática muito perigosa para os animais.

Além disso, alegam que muitos destes cães são roubados, enquanto outros vêm da Roménia, o local de origem de muitas destas máfias, embora outros sejam legalmente obtidos nos canis.

É uma das estratégias que denunciam a partir da Associação de Vigilância Solidariedade: máfias enviar os mendigos aos canis, para serem legalmente responsáveis pelos cães, com o seu chip de identificação, e assim a polícia não pode lhes pode retirar os animais, a menos que a sua condição física seja muito má.

A pressão da polícia de Barcelona fez com que estas máfias acabassem por se “transferir” para Madrid, o os mendigos com os seus supostos cães têm inundado as ruas da capital espanhola nas últimas semanas.

Uma petição no site change.org pede a proibição de usar animais como pedintes, e já chega a 12.000 assinaturas.

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