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Bruna fala de “relacionamento tóxico” na ‘Curva da Vida’: “Consumiu a minha alma, fiquei sem nada…”

Bruna partilhou a ‘Curva da Vida’ na gala deste domingo do Big Brother Verão…

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Reprodução TVI

A gala do Big Brother Verão transmitida na noite deste domingo, 27 de julho, contou com a partilha da ‘Curva da Vida’ de Bruna, que começou por recordar que “nasceu numa família simples e humilde“.

Contudo, “a partir de um certo momento“, “como era gordinha, chamavam-me tudo, ninguém queria brincar comigo, sentia-me o patinho feio, nem em casa tinha amigos para brincar, só brincava com os meus amigos, já ia para a casa de banho cantar e era a cantar que me superava“.

Quando tinha 12 anos, a cantora lembrou: “Havia muitas discussões entre o meu pai e a minha mãe e eu assisti a coisas muito complicadas em casa. A minha mãe já tinha alguns problemas psicológicos, físicos, e lembro-me que a minha mãe sempre tomava medicamentos a vida toda. E nesta fase apareceu-me uma pessoa que realmente me desencaminhou para outros lados, foi quando eu comecei a fumar, faltava à escola porque já não queria ir para a escola, porque eu sentia-me bem com aquela pessoa que me completava“.

Entretanto o meu pai e a minha mãe decidiram-me inscrever-me no karaté, foi das melhores fases da minha vida. Faz-me sentir alguém, fez-me sentir que eu tinha valor, e éramos uma família“, acrescentou Bruna, que partilhou ainda com o público: “Neste momento, tinha muitas discussões com a minha mãe, eu julgo que a minha mãe me amava à maneira dela, mas eu não sentia que era amada. Eu sempre julguei o que é que eu tinha feito de errado, o que é que eu estava a fazer de errado. Aquele conforto, aquele abraço, olhar para mim e dizer “gosto de ti”, nunca tive. Se não fosse o karaté, eu não sei se eu iria me desencaminhar cada vez mais. Fui campeã nacional e regional e foi aqui que eu senti que era boa em qualquer coisa“.

Aos 16 anos, Bruna inscreve-se “num concurso de talentos“: “Depois, quando fui definitivamente aceite, fiquei muito feliz, mas foi agridoce, porque o meu pai ficou feliz, a minha mãe não. foi a partir daqui que me abriu portas para cantar em bares, em casamentos e comecei a trabalhar cada vez mais a fazer coros com artistas. Foi um momento-chave para o início da minha carreira musical“.

Dois anos depois, aos 18, Bruna relatou: “Estavam à procura de um duo romântico, colocaram o meu nome para fazer parte da Bruna & Liliana e senti-me super realizada“. Contudo, comecou “nesta fase a ter um relacionamento tóxico“: “Consumiu a minha alma, dei conta que me anulei em tudo“.

Em 2003, a filha de Bruna, Yara Rossi, nasceu: “Foi ela que ainda me deu mais força para continuar a sobreviver a esta situação de traições, de sentir sozinha, anulada. Decidi que tínhamos que terminar, mas quando terminámos toda a minha vida foi arrancada, fiquei sem nada, sem roupa, sem dinheiro, sozinha. Depois foi quando eu apanhei a minha primeira depressão“.

Neste período, a cantora ‘abriu o coração’ sobre o que aconteceu: “Andei de casa em casa com a minha filhota, houve alguém que me deu a mão, uma família maravilhosa, foi a Dona Amélia e o Jorge Guerreiro. Foi aqui que conheci o meu marido, porque ele estava à procura de alguém para vocalista para o grupo de baile dele. Já estamos há 15 anos de amor, companheirismo, amizade. Gravei o meu primeiro disco, tirei a carta, comprei o meu primeiro carro, casa, foi aqui que as coisas todas começaram a reorganizar-se na minha vida. Consegui conquistar a minha carreira a solo e consegui conquistar esta vida que eu tinha perdido“.

A par da música, Bruna abraçou outra vertente profissional: “A estética foi realmente o meu segundo trabalho, porque eu nunca mais consegui viver da música. Eu já tinha a minha primeira loja, fechei-a ao fim de um ano e apanhei uma segunda depressão, porque vi a minha vida toda outra vez a descambar completamente. Arrastei a minha família toda, a minha filha, o meu marido, e foi muito complicado. Eu fiquei tão revoltada comigo mesma que eu magoei-me. Foi a minha filha e o meu marido que marcaram psicólogo e comecei a tratar-me. Tivemos outro Covid, o meu marido descobriu o dom de compor e foi ele que me compôs o ‘Tudo ou Nada’ e ‘Nunca é Tarde’. E isto tudo tentando fazer espetáculos, mas os espetáculos foram diminuindo“.

Neste momento, a cantora ponderou terminar a carreira no mundo da música: “Fiz um espetáculo, quando olhei para o palco não havia quase ninguém. E eu aqui disse: “Vou desistir! Acabou para mim! Não vale a pena estar aqui a ocupar um lugar que, se calhar, é melhor para outras pessoas do que para mim“. No entanto, foi nessa altura que surgiu o convite para participar no Big Brother Verão: “Quando eu ia desistir neste mesmo ano, o meu marido aparece-me a sorrir e a dizer: “Tens um convite para o Big Brother Verão”. Aqui é definitivamente o renascer de uma vida. Tenho fé que vai ser agora tudo ou nada“.

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