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Autor da queixa contra Tony Carreira fala pela primeira vez

“O senhor Tony Carreira tenta passar, constantemente, a imagem de que este processo judicial é entre mim, o carrasco, e ele, a vítima. Está equivocado…”

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Tony Carreira / instagram

Nuno Rodrigues, proprietário da Companhia Nacional de Musica, entidade a quem Tony Carreira apontou como autor da queixa “oportunista e injustificada” no Ministério Publico, falou pela primeira vez sobre o assunto e sobre as acusações que o cantor lhe tem feito.

O site Blitz, cita o comunicado feito à agência lusa por Nuno Rodrigues, onde acusa o cantor de estar a fazer de si um “carrasco” com o único objectivo de se fazer de vítima, “O senhor Tony Carreira tenta passar, constantemente, a imagem de que este processo judicial é entre mim, o carrasco, e ele, a vítima. Está equivocado. O titular do processo é o Ministério Público, não eu, nem a CNM, que o acusou depois de análise criteriosa dos factos e das provas que congregou. Dizer o contrário é menosprezar uma instituição que deveria merecer o maior respeito.” 

O processo começou em Agosto deste ano, quando Tony Carreira foi acusado pelo Ministério Público de plágio em mais de 11 temas da sua discografia ao longo dos anos, e  que Nuno Rodrigues esclarece e considera válidos,  “Os ilícitos praticados constituem crimes públicos, pelo que este processo poderia ser iniciado seja por quem for. Esta lei é a mesma que permite que os representantes do senhor Tony Carreira façam queixa às autoridades, quando descobrem CD piratas contendo canções interpretadas por ele, ou que façam idênticas queixas de donos de restaurantes e bares, cujos aparelhos de rádio e televisão transmitem, também, músicas e actuações desse senhor. A lei é igual para todos num Estado de Direito”

Quando a noticia foi tornada publica, Tony Carreira rapidamente fez questão de esclarecer o publico sobre a situação mostrando-se tranquilo em relação à acusação “O Tony Carreira considera a queixa sem fundamento e insusceptível de perturbar o seu trabalho em prol de um público que o segue há 30 anos.”, escreveu num comunicado enviado ás redacções do país.

Mais tarde esteve no jornal da noite na TVI, onde respondeu a todas as perguntas do jornalista e onde acusou Nuno Rodrigues de chantagem ao dizer que este lhe pediu 30.000€ para encerrar o caso e que esta perseguição, que afirmou estar a ser alvo, surge após um processo judicial que interpôs contra a Companhia Nacional de Musica anos antes por uso indevido da sua imagem, por parte deste, numa colectânea de covers:

“Estou a ser alvo de uma pessoa que já me colocou um processo em tribunal e a justiça deu-me razão …lançou uma colectânea de canções minhas, com o meu nome deste tamanho, e com o cantor que as cantava deste tamanho e que eu achei que estávamos a induzir o publico em erro, pedimos para que esses cds fossem retirados do mercado, o que aconteceu … “, frisou, já sobre a chantagem, “… quando este senhor me atacou pelo Ministério Público, a ultima conversa que houve, ‘se eu desse 30 mil euros ficava por ali…’. Não me passa pela cabeça de forma alguma que alguém  venha ter comigo a propor-me um acordo, que não é nem autor, nem compositor de nenhuma dessas canções”, disse na altura no jornal da noite da TVI

Também sobre este assunto o proprietário da CNM refere no comunicado que, no processo da colectânea que a sua empresa lançou, ele sim foi uma vitima de Tony Carreira que injustamente o levou a tribunal e fez com que fosse obrigado a encerrar a actividade, “A vítima aqui sou eu. Foi o advogado de Tony Carreira, afirmando actuar em seu nome e em sua representação, que escreveu aos meus retalhistas exigindo que deixassem de vender um disco editado pela CNM – Os Melhores Covers de Tony Carreira – absolutamente lícito e sobre o qual paguei todas as remunerações devidas ao então criador Tony Carreira e à Sociedade Portuguesa de Autores.” –  explica,  clarificando que a situação “obrigou a CNM a encerrar a actividade como editor de covers com enormes prejuízos, incluindo o do seu bom nome”.

Sobre a situação da eventual chantagem que o cantor o acusa, Nuno Rodrigues diz que “Disse esse senhor que se encontrou comigo, no Campus da Justiça, e que eu, um chantagista, lhe tinha pedido 30 mil euros para desistir da queixa. Poucos dias depois veio a saber-se que tal encontro nunca existiu, nunca estive com ele, nunca falei com ele. O que se passou foi uma iniciativa do MP ao propor às partes, em dois dias diferentes, como tantas vezes acontece noutros processos, uma suspensão provisória, incluindo verbas para uma instituição de saúde”.

Até agora Tony Carreira ainda não se manifestou sobre as declarações de Nuno Rodrigues.

 

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