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Após assumir homossexualidade, Cláudio Ramos recorda momentos complicados que vivenciou: “Fui usado de forma humilhante…”

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O apresentador da TVI revelou: “Fui colocado de parte e fui resistindo”.

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Após assumir homossexualidade, Cláudio Ramos recorda momentos complicados que vivenciou: “Fui usado de forma humilhante…”
Reprodução | Redes Sociais

Cláudio Ramos ‘abriu o coração’ e falou da fase complicada que viveu após assumir a sua homossexualidade. O apresentador revelou que foi muito atacado e humilhado por humoristas, assim como recebeu olhares de colegas de trabalho.

Apesar de se mostrar cada vez mais realizado a nível pessoal e profissional, Cláudio Ramos nem sempre se sentiu confortável. Na sua crónica semanal da revista TV Mais, o comunicador começou por falar sobre a homossexualidade:

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“Ser gay não é uma escolha. Não é uma opção. E não é algo que tenha de ser ‘aceite’ ou ‘tolerado’ pela grande maioria, da mesma forma que nascer com olhos castanhos, cabelo loiro, dois braços e cinco dedos também não tem de ser aceite ou tolerado. Ser gay é uma característica e é assim que deve ser visto”, começou por escrever.

No seguimento deste assunto, o apresentador do programa “Dois às 10”, da TVI, ainda lamentou a “ignorância” de muitas pessoas. Desde que assumiu a sua orientação sexual, Cláudio Ramos revelou que continua a receber inúmeras mensagens de pessoas que ainda sofrem discriminação: “Desde que publicamente disse que sou gay, não há um dia que não receba uma mensagem de alguém que vive de perto esta realidade na busca de um conselho, porque não o conseguem em mais lado nenhum”, escreveu.

Foi neste momento que o apresentador recordou a discriminação e os ‘ataques’ de que foi alvo desde que assumiu que é gay: “Também os vivi e, se não os vivencio agora, é porque tenho a noção plena que sou um privilegiado na forma como tive a capacidade individual de gerir tudo. Fui, até ao momento em que publicamente disse ‘gosto de um homem’ muito atacado. Atacado por gays, atacado por heterossexuais, atacado por associações que achavam que deviam ter um voto na matéria, atacado por gente que queria que o meu tempo fosse o deles e atacado por miúdos e homens que usavam a sua ignorante masculinidade para me tentar diminuir”.

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Já trabalhando em televisão, fui usado por humoristas de forma humilhante, fui apontado por críticos e cronistas como se a minha condição sexual fosse mais importante que o meu trabalho, fui olhado de lado por colegas de trabalho, fui colocado de parte e fui resistindo”, finalizou.

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