Segue-nos

Familia

Aos 4 anos conheceram-se no hospital com a mesma doença rara. Casaram 20 anos depois

Publicado

em

Muitas vezes, as crianças que nascem com problemas raros de saúde sentem-se sozinhas e incompreendidas. Sentem que, a maior parte das outras crianças, não conseguem perceber aquilo pelo qual estão a passar.

Hospitalizados, muitas vezes, na sequência desses problemas de saúde, estas crianças sentem que a única em que alguém as compreende é, precisamente, quando encontram alguém como elas no hospital.

Cameron e Emily conheceram-se em 1995 e foram hospitalizados com apenas 4 anos no hospital Johns Hopkins Hospital, em Baltimore, Maryland, nos Estados Unidos, fruto de uma condição designada como extrofia da bexiga, um defeito congénito que consiste na má formação da bexiga.

Apesar de pertencerem a diferentes estados, rapidamente criaram laços e tornaram-se amigos, mantendo essa amizade ao longo dos anos. A amizade deu lugar a algo mais e, apesar de frequentarem apenas o ensino secundário sabiam que, mais cedo ou mais tarde, acabariam juntos… Iniciaram, então, um namoro e, apesar da longa distância, conseguiram manter-se juntos.

Até um dia Cameron ter feito o derradeiro pedido. O casal casou, então, 20 anos depois de se terem conhecido na ala de um hospital.

Emily partilhou a história no Facebook, na página Love What Matters, onde ganhou, de imediato, muita atenção! Em menos de 24 horas, o post recebeu mais de 12 mil reações e 400 partilhas.

“O meu marido e eu conhecemo-nos quando tinhamos 4 anos, no John Hopkins Hospital, em Baltimore, Maryland, quando tínhamos os dois cirurgia marcada para o mesmo dia, por causa do mesmo problema de saúde. Cameron ligou para casa, para Ohio. Eu liguei para Wisconsin . Estávamos os dois confinados a uma cama de hospital.

Fomos apresentados pelo homem que nos devolveu a saúde e que nos ‘deu’ um ao outro, o cirurgião de renome, Dr. Robert Jeffs. Partilhávamos o mesmo problema de saúde designado como extrofia da bexiga. Na altura, em 1995, era impossível perceber se iríamos nascer com este problema.

Em 2006, depois de muitos anos de amizade, apaixonámo-nos. Posso argumentar que me apaixonei pelo Cameron logo em 1995, logo quando ele me deu um beijinho no hospital.

O nosso amor era eterno, já aí… As pessoas acharam-nos loucos por tentarmos um relacionamento de longa distância no ensino secundário e a contar os minutos para que pudéssemos iniciar uma vida a dois… Mas conseguimos provar a todos que estavam errados!

A 21 de novembro de 2012 o Cameron pediu-me em casamento: colocou-se de joelhos, tirou um anel de noivado das suas botas de cowboy e perguntou-me se queria ser a sua mulher.

Tivemos o casamento dos nossos sonhos, comprámos uma casa e continuámos a preencher as nossas vidas com esse amor eterno e felicidade.

Os nossos dias estavam a tornar-se cada vez melhores, os melhores da minha vida… Até ao dia 1 de outubro de 2016. Apesar de estarmos a tentar há dois meses engravidarmos, nada me preparava para o que viria a seguir… Fiz um teste de gravidez enquanto o Cameron estava no trabalho. Parte de mim pensava: ‘O que estava eu a pensar em fazer o teste sozinha?’ O casal normalmente faz o teste a dois e espera, ansiosamente, que a cor mude…, ‘Faz isso e não sozinha!’, pensei.

Fiquei à espera, aterrorizada, enquanto a cor mudava. Pareceram-me horas! Positivo!

Enquanto esperava pelo Cameron, uma data de perguntas vieram à minha cabeça. ‘E se o bebe tem a nossa doença? O sentido de humor de Cameron, terá? E a minha péssima visão?’ Não deixava de colocar estas questões a mim própria até o dia de trabalho de Cameron acabar.

Quando contei ao Cameron, ficámos os dois radiantes! Como quaisquer outros pais, as dúvidas permaneciam, especialmente essa, relacionada com a doença que nos uniu um dia: ‘Será que o bebe vai ter extrofia da bexiga?’
Há um caso conhecido, semekhante ao nosso, em que ambos os pais também sofrem da doença e o bebe nasceu com o mesmo problema. Algumas pesquisas provam, inclusive, que a doença poderá ser genética. Assustador, não? Procurámos os melhores médicos e tentámos levar a gravidez da forma mais saudável possível, com especial atenção à bexiga da bebe… Sim, era uma menina!

No início, o médico pensou que conseguiríamos encontrar a bexiga às 14 semanas (através do sistema de ultrasom seria possível certificarmo-nos de que a bexiga estava no lugar certo). Mas não a conseguiu encontrar. Veio a semana 17, 19… Até chegar a semana 21. Rapidamente, começámos a desencorajar… Estávamos preparados para a possibilidade da nossa bebe ter extrofia da bexiga.

Nunca me irei esquecer do dia 10 de janeiro de 2017. No dia antes, eu fiz 26 anos e 21 semanas de gravidez. Ao fazer o ultrasom, o médico disse ao técnico, de repente: ‘Pára! Está ali!” Fui invadida por uma sensação de calma impressionante… A bexiga estava ali! E na parte de dentro, no lugar onde é suposto! Esta era uma quetsão importante, não apenas para nós, mas para todas as famílias com o mesmo problemas que nós e que queiram ter filhos.

As próximas 16 semanas passaram rápido e com praticamente zero complicações. As poucas que surgiram quase nem podem ser tidas em conta…A nã ser ter de ir à casa de banho a cada 15 minutos! A 23 de maio, com 37 semanas de gravidez, tínhamos a nossa rotinha planeada: estava tudo pronto para fazer uma cesariana na semana seguinte.
Eu deambulei até ao escritório, com a sensação de que tinha um mundo de baleias dentro da minha barriga… A nossa princesa nasceu de cesariana nesse mesmo dia. Everleigh Grace pesava 2 kgs e era perfeita!

Apesar de, muitas vezes, eu pensar qual o motivo pelo qual eu e o Cameron tínhamos de passar pela do de ter extrofia de bexiga, agora percebo o porquê: viveria 100 vezes o problema outra vez, apenas para ter, de novo, esta vida louca e linda, este marido incrível e esta bebé maravilhosa.

Partilha esta história inspiradora com todos os teus amigos!

COMENTÁRIOS

Recomendamos




Recomendamos




TRENDING