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António Esteves esclarece críticas à comunicação de Graça Freitas: “Não lhe pedi silêncio, pelo menos total…”

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O jornalista António Esteves esclareceu as críticas que fez a Graça Freitas, sublinhando que nunca quis “arrasar” a Directora Geral de Saúde…

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Reproduções | Redes sociais

O jornalista da RTP António Esteves criticou ontem a forma como a tem sido feita a comunicação da Direcção Geral de Saúde, através das conferências de imprensa de Graça Freitas.

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Mais tarde, e depois de as suas declarações terem sido notícias em vários meios, António Esteves recorreu novamente ao Facebook para esclarecer as críticas que teceu, lembrando que o objetivo não era “arrasar” Graça Freitas, mas sim sublinhar aquilo que considera ser um “erro de comunicação”.

“Ao contrário do que andam a espalhar alguns sites dedicados a difundir notícias falsas, eu não arrasei – mas quem sou eu para isso? -, não lhe pedi silêncio – pelo menos total, mais uma vez, quem sou eu para isso? -, nem sequer critiquei fortemente ou fui deselegante para com a diretora-geral da Saúde”, começou por revelar.

“Limitei-me a assinalar o que considero ser um erro de comunicação, ou de passagem da mensagem, num caso concreto, no exercício dos meus direitos à opinião e à livre expressão. Obviamente que o objetivo é retardar o pico para não provocar o colapso do Serviço Nacional de Saúde na capacidade de resposta, mas aventar datas é um erro: Ninguém sabe nem pode prever quando vai acontecer o pico”, sublinha.

Leia a comunicação de António Esteves na íntegra:

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“O pico da pandemia em Portugal já esteve previsto para finais de março, para início de abril, passou para meados de maio e já vai em finais de maio. Hoje já andam a dizer que a situação só vai normalizar quando houver uma vacina. Daqui a seis meses, um ano, um ano e meio?

Parece-me que o mais prudente, numa fase em que todos queremos que todos fiquem em casa, era evitar estes palpites de pura futurologia, porque na verdade ninguém sabe o que vai acontecer. Depende das medidas, do comportamento das pessoas, de tantas coisas que não estão previstas em nenhum estudo. Até porque estes dados vão mudar todos os dias, obviamente!

Logo, ninguém pode prever quando vai ser o pico. Há que explicar isto de outra forma! Quando não houver factos concretos relevantes para reportar deve optar-se pelo silêncio, é mais prudente. Coisa que já devia ter sido feita há muito tempo. Ou então manda-se o número 1 de quarentena e opta-se pelo número dois para evitar que o cansaço faça o seu estrago.

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Basta ter memória para nos lembrarmos de tudo o que já se disse desde o início desta crise, quando as autoridades de saúde acreditavam que a coisa nem chegava a Portugal e ia ser levezinha. Silêncio, por favor! Que falem os dados. Bons ou maus. Deixem os estudos para os matemáticos.“

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