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Ângela lamenta atitude de médica que poderia ter agilizado o processo: “Não tínhamos noção…”

Ângela Ferreira desabafou sobre todo o processo, e revelou que os médicos podiam ter tido outra atitude…

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Ângela Ferreira esteve ontem à tarde no programa “A tarde é Sua”, na TVI, para uma conversa com a anfitriã Fátima Lopes.

Depois de na semana passada ter recebido uma boa notícia, com o Centro Hospitalar de São João, no Porto, a revelar que não vai destruir o esperma do falecido marido, Ângela Ferreira voltou ontem a abrir o coração e a fazer uma revelação.

Emocionada, Ângela Ferreira lamentou a atitude de uma médica que, segundo a viúva, poderia ter agilizado o processo e permitindo que esta engravidasse do marido que tinha pouco tempo de vida.

Fátima Lopes questiona Ângela sobre se na altura em que se percebeu que o estado de saúde de Hugo se complicou, se tinha havido abertura por parte dos médicos para apressar as coisas:

“Antes de sabermos que o Hugo estava doente novamente, já tinhamos pedido consultas de fertilização, o que não aconteceu, porque tínhamos que estar um ano a tentar pelas vias normais para poder ir a uma consulta”, revelou.

“Só conseguimos a consulta em fevereiro, no dia 5.O Hugo perguntou à médica quanto temo levaria da primeira consulta até eu estar grávida. A médica disse que era um ano. O Hugo perguntou se era possível retirar o material do hospital porque não tinha um ano. Foi internado no dia 7, dois dias depois da consulta.”, desabafou Ângela Ferreira.

Veja aqui o video.

Ângela falou ainda sobre como está o processo, e revelou que para ir fazer o tratamento a Espanha só tem mais 30 dias pela frente:

“Eles colocam um limite, tem que ser até fazer um ano da morte. Portanto teria até 25 de março para o poder fazer. Sinto que estou em contra-relógio”, revelou.

Conta Ângela que, apesar da carta que recebeu do Primeiro-Ministro António Costa, que revelou que o assunto tinha sido encaminhado para o Ministério da Saúde, ainda espera uma resposta consistente:

“Todos eles receberam a mesma carta que o Hospital de São João recebeu. A única resposta que eu recebi foi do Primeiro-Ministro e não foi uma resposta, foi a dizer que encaminhou para o Ministério da Saúde. Eu não preciso que ele envie, preciso que alguém me diga alguma coisa”, revelou.

Ângela Ferreira continua a lutar pelo direito à inseminação pós-morte, depois de ter crio-preservado o esperma do marido, pouco antes de este morrer, vítima de cancro.

A reportagem ‘Amor Sem Fim’, da TVI, deixou emocionados muitos portugueses, dando origem a uma petição publicada por Ângela Ferreira.

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